sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Superterra tem atmosfera rica em água, diz estudo

Um grupo de astrônomos diz ter detectado a assinatura da atmosfera de um planeta que não tem análogo no Sistema Solar. E ela seria rica em água.
O trabalho foi liderado por Norio Narita, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, e usou dois instrumentos do Telescópio Subaru para investigar uma superterra ao redor da estrela anã vermelha GJ 1214, localizada a 40 anos-luz da Terra. Infelizmente, esse mundo é quente demais para abrigar vida.
As superterras são planetas com tamanho intermediário entre os menores gigantes gasosos do Sistema Solar (Urano e Netuno) e os maiores planetas rochosos (Terra e Vênus).
Como não há correspondente em nosso sistema planetário, os astrônomos têm vários modelos de como podem ser esses mundos. Agora, com essa nova observação, eles parecem ter mais segurança de que não se trata de uma versão em miniatura de Netuno.
"Se fosse igual ao nosso Netuno deveria ter mais hidrogênio", afirma Cássio Leandro Barbosa, astrônomo da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) que não se envolveu com a pesquisa.
Divulgação/NAOJ
Concepção artística da estrela Gliese 1214, em azul, com o planeta GJ 1214b passando à sua frente, em preto
Concepção artística da estrela Gliese 1214, em azul, com o planeta GJ 1214b passando à sua frente, em preto
TRÂNSITO
Os pesquisadores têm a chance de analisar a atmosfera do planeta porque ele passa à frente de sua estrela periodicamente, num fenômeno conhecido como trânsito.
A luz da estrela, ao passar de raspão pelo invólucro gasoso daquele mundo, carrega sua "assinatura", que pode ser analisada pelos cientistas.
Contudo, não é fácil distinguir suas particularidades. O que os cientistas conseguiram ver é que não ocorre um espalhamento da luz que seria esperado se a atmosfera fosse rica em hidrogênio.
Sobra, portanto, o modelo que se apoia na grande presença de água. Mas os dados ainda não sugerem isso com absoluta confiança.
Por isso, os pesquisadores pretendem continuar observando, na esperança de obter mais medições que confirmem essa conclusão. O trabalho foi publicado no "Atrophysical Journal".

Fonte: Folha de São Paulo

Sensacional fenômeno de ocultação de Vênus pela Lua dia 8 /9/13. Imperdível!

Vênus é o planeta mais brilhante visto pelo nosso céu. Desde meados de julho ele vem iluminando os fins de tarde. E no próximo dia 8 de setembro poderemos admirar mais um fenômeno astronômico de fácil observação: a ocultação do brilhante Vênus pela Lua. 
Nessa data, o nosso satélite natural passará bem em frente ao planeta encobrindo-o completamente. Isso ocorrerá por volta das 19h em muitas cidades do Sul, situadas abaixo de Florianópolis (latitudes Sul maiores que 27 graus). Basta olhar na direção da Lua muitos minutos antes para sentir como “evolui” o fenômeno. Depois, o astro poderá ser visto novamente, reaparecendo no lado iluminado (brilhante) da Lua. Quem mora em regiões do país acima de Florianópolis, não verá a ocultação. Mas valerá a pena olhar a beleza do quadro que se formará com a passagem da Lua muito ‘próxima’ a Vênus”. 
A ocultação ocorrerá no lado poente após o pôr do Sol. A Lua terá um tom acinzentado na ocasião. Um pouco abaixo (cerca de 3 graus = 6 vezes o diâmetro aparente da Lua) dela, estará a estrela Espiga (ou Spica), a qual é de primeira magnitude, pertencente à constelação da Virgem. Ela tem importância histórica, pois é mostrada na bandeira brasileira acima da faixa Ordem e Progresso representando o estado do Pará.
 Vênus não é o único astro que está sendo observado no céu noturno. Desde o mês passado, temos visto Saturno transitar pelo nosso céu. E no dia  da ocultação, ele estará  a cerca de 10 graus acima de Vênus e Lua, quase em linha com Spica.


Fonte: OBA

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Alunos medalhistas da OBA 2013 escola Francisco Sares de OLiveira

Acássio Paiva Rodrigues
Medalha: Bronze


Adelaide Ribeiro de Sousa
Medalha: Bronze


Maria Clécia Viana
Medalha: Bronze


Maria Gislayne da Silva
Medalha: Bronze


Maria Luiza Martins de Paiva
Medalha: Prata


Roberto Ferreira de Paiva
Medalha: Prata



Parabéns a todos,
Alex farias



domingo, 25 de agosto de 2013

Sondas espaciais registram atividade do Sol


Imagem 22/33: mai.2013 - O Observatório Solar Dinâmico (SDO, na sigla em inglês), da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), registrou intensa atividade do astro nesta quarta-feira (1º). O Sol liberou massa da sua atmosfera durante 2 horas e meia, criando grandes ondas solares, mas sem riscos de atingir os satélites de comunicação da Terra. Cada ejeção de massa coronal pode liberar mais de 1 bilhão de toneladas de partículas no espaço a uma velocidade de 1,6 milhão de quilômetros por hora MAIS Nasa/SDO

Fonte: UOL noticias

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Quantas vezes o Homem pisou na Lua?

O Homem já pisou na Lua seis vezes, todas em missões dos EUA.
Foi em 20 julho de 1969 que fizemos a primeira alunissagem (sim, chama-se “alunissagem”!). Os astronautas que colocaram os pés em solo lunar foram Neil Armstrong e Edwin Eugene “Buzz” Aldrin Jr. Lua cheia
Depois disso, mais dez pessoas, em cinco missões, chegaram ao nosso satélite natural, de acordo com a NASA.
Missões e astronautas que desceram na Lua:
  1. Julho de 1969 – Missão Apollo 11 – Neil Armstrong e Edwin Eugene “Buzz” Aldrin Jr.
  2. Novembro de 1969 – Missão Apollo 12 – Charles “Pete” Conrad e Alan Bean
  3. Fevereiro de 1971 – Missão Apollo 14 – Alan Shepard e Edgar Mitchel
  4. Julho de 1971 – Missão Apollo 15 – David Randolph Scott e James Irwin
  5. Abril de 1972 – Missão Apollo 16 – John Watts Young e Charles Duke
  6. Dezembro de 1972 – Missão Apollo 17 – Eugene Cernan e Harrison Schimitt

terça-feira, 20 de agosto de 2013

'Água em pó' pode tornar a seca um problema do passado

Veja os destaques de Meio Ambiente (2013)223 fotos

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Agosto - Batizado de "Chuva Sólida", o pó é capaz de absorver enormes quantidades de água para liberar o líquido aos poucos, permitindo que as plantas sobrevivam a um período de seca. Um litro de água pode ser absorvido por apenas 10 gramas do produto, que é um tipo de polímero especial criado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos na década de 1970. "Ele funciona encapsulando água e pode durar oito a dez anos no solo, dependendo da qualidade da água", explica o engenheiro químico Sérgio Jesus Rico Velasco Divulgação
Enquanto a ONU afirma que a maior parte da água usada no planeta vai para a irrigação, pesquisadores estão desenvolvendo uma série de ideias para fazer render mais a água utilizada na agricultura.
Nas últimas semanas, muitos se empolgaram com um produto que afirmam ter potencial para superar o desafio global de se cultivar em condições áridas.
Denominado "Chuva Sólida", ele é um pó capaz de absorver enormes quantidades de água e ir liberando o líquido aos poucos, para que as plantas possam sobreviver em meio a uma seca.
Um litro de água pode ser absorvido por apenas 10 gramas do material, que é um tipo de polímero absorvente orginalmente criado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).
Nos anos 1970, o USDA desenvolveu um produto superabsorvente feito de um tipo de goma. Ele foi usado principalmente na fabricação de fraldas.
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Cerca de 40% da população mundial ficará sem água até 203016 fotos

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Fazendeiro derrama água que ele coletou de um poço sobre sua plantação de melão, na cidade de Taguig, nas Filipinas, nesta sexta-feira (22), Dia Mundial da Água. Segundo o Conselho Mundial da Água, a mudança climática resulta em secas mais longas e enchentes mais intensas, afetam diretamente o sistema hídrico do planetaLeia mais Cheryl Ravelo/Reuters
Potencial
Mas um engenheiro químico mexicano chamado Sérgio Jesus Rico Velasco via no produto um potencial que ia além de deixar bebês sequinhos.
Ele então desenvolveu e patenteou uma versão diferente da fórmula, que pode ser misturada com o solo para reter a água.
O engenheiro vem vendendo a "Chuva Sólida" no México há cerca de 10 anos. Sua empresa afirma que o governo mexicano testou o produto e concluiu que a colheita poderia ser ampliada em 300% quando ele era misturado ao solo.
Segundo Edwin González, vice-presidente da empresa Chuva Sólida, o produto agora vem atraindo um interesse cada vez maior, já que crescem os temores por falta de água.
"Ele funciona encapsulando água e pode durar 8 a 10 anos no solo, dependendo da qualidade da água. Se você usar água pura, ele dura mais."
A empresa recomenda usar cerca de 50 quilos do produto por hectare (10 mil metros quadrados), mas essa quantia custa cerca de US$ 1.500 (o equivalente a R$ 3.500).
Segundo Gonzalez, a "Chuva Sólida" é natural e não prejudica o solo, mesmo após ser usada por vários anos. Ele afirma que o produto não é tóxico e que, ao se desintegrar, o pó se torna parte das plantas.
'Sem evidências'
No entanto, nem todos estão convencidos de que a "Chuva Sólida" é uma solução válida para o problema da seca. A professora Linda Chalker-Scott, da Universidade do Estado de Washington, afirma que esses produtos não são novidade.
"E não há evidência científica que sugira que eles armazem água por um ano.", disse ela à BBC. "Outro problema prático é que esse gel pode também causar problemas. Isso porque à medida que eles secam, ele vai sugando a água ao redor dele mais vigoorosamente. E assim ele desvia a água que iria para a raiz das plantas."
Segundo ela, usar adubo de lascas de madeira produz o mesmo efeito e é significantemente mais barato.
González, no entanto, tem uma opinião diferente: "Os outros concorrentes não duram três ou quatro anos. Os únicos que duram tanto são os que usam sódio em suas formulas, mas eles não absorvem tanto."
Apesar do fato de que a ciência ainda não estar totalmente confiante nos benefícios de produtos como esse, González afirma que sua empresa recebeu milhares de pedidos vindos de locais áridos, inluindo Índia e Austrália. Ele também recebeu encomendas do Reino Unido, onde secas não chegam a ser um problema.