quinta-feira, 24 de maio de 2012

Empresa tcheca apresenta protótipo virtual de bicicleta voadora


Praga, 24 mai (EFE).- Os amantes do ciclismo poderão dentro de pouco tempo experimentar novas sensações graças à primeira bicicleta voadora, cujo protótipo virtual foi apresentado nesta quinta-feira em Praga e que poderá transformar em realidade um sonho do escritor Julio Verne.
"Carece ainda de aplicação comercial, mas terá em todo caso um voo curto e em condições seguras, dado que não tem licença para voo", declarou à Agência Efe Ales Kobylik, gerente da empresa Technodat.
A bicicleta, com uma estrutura leve de liga de metais, se elevará a uma altura máxima de cinco metros, "longe dos cabos elétricos", e contará com dispositivos para regular o voo, antecipou Kobylik.
O protótipo virtual em 3D foi desenvolvido pela Technodat, em parceria com a Evektor e a Duratec, três empresas tchecas que apresentarão o modelo real em setembro durante a Feira Internacional de Maquinaria de Brno.
Trata-se de uma bicicleta que desenvolve uma potência de 47 quilowatts e que pesa 85 quilogramas, sendo que pode deslocar no ar a carga máxima de 170 quilos.
Tem 3,5 metros de comprimento, 2,5 metros de largura e 1,2 metros de altura. Seu tempo aproximado de voo varia de três a cinco minutos, e alcançará uma velocidade máxima de 50 km/h.
Atualmente, os tchecos estão testando "a estrutura da bicicleta" e na próxima semana verificarão "o uso do regulador e a eletrônica", assinalou Kobylik.
A fonte de energia é uma bateria de polímero de lítio com capacidade de 50 ampères/hora.
Kobylik reconheceu hoje que, além do uso comercial, o que se pretende é "melhorar o uso de nossos conhecimentos, conhecer possibilidades de cooperação e estender os limites de nossas tecnologias". EFE

quarta-feira, 23 de maio de 2012

NASA faz censo de asteroides perigosos para a Terra


Redação do Site Inovação Tecnológica - 17/05/2012

NASA faz censo de asteroides perigosos para a Terra
Este diagrama mostra uma visualização lateral onde a órbita da Terra está em verde, a população de asteroides potencialmente perigosos está em laranja, e os asteroides não-perigosos estão em azul.[Imagem: NASA/JPL-Caltech]
Estimativa
Cientistas da NASA fizeram uma amostragem dos asteroides que oferecem ameaça de choque com a Terra, os chamados Asteroides Potencialmente Perigosos (APPs) - eles formam um subgrupo dos Asteroides Próximos à Terra (APTs).
A sonda espacial WISE (Wide Field Infrared Explorer) identificou 107 APPs.
Partindo das informações sobre a área rastreada pela sonda, e do número de asteroides ameaçadores encontrados, os cientistas calculam que deve haver cerca de 4.700 APPs rodando nosso planeta - com uma larga margem de erro de 1.500 asteroides para mais ou para menos.
A população de asteroides mais ameaçadores ocupa uma faixa orbital de 8 milhões de quilômetros em torno da órbita da Terra.
Mas menos de 30% deles já foram localizados e estão sendo rastreados.
NASA faz censo de asteroides perigosos para a Terra
Este diagrama ilustra a diferença entre as órbitas dos asteroides próximos à Terra e dos asteroides que são perigosos. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]
Riscos e oportunidades
São considerados asteroides ameaçadores aqueles que, além de potencialmente poderem entrar em rota de colisão com a Terra, têm mais de 100 metros de diâmetro, o suficiente para que eles sobrevivam à reentrada na atmosfera.
O número total agora calculado não é muito diferente das previsões anteriores, mas os dados da sonda indicam que a órbita desses corpos celestes é muito mais alinhada com a órbita da Terra do que se calculava.
De longa data, não é só nos riscos que representam que os cientistas estão interessados nos asteroides.
"Como eles tendem a fazer aproximações muito próximas da Terra, eles podem se transformar em alvos preferenciais para a próxima geração de exploradores humanos e robóticos," relembrou Amy Mainzer, cientista do projeto WISE.
Fonte: Inovação Tecnológica

Sonda espacial vê eclipse solar quatro vezes


Redação do Site Inovação Tecnológica - 23/05/2012
Sonda vê eclipse solar do espaço
Proba-2 é um satélite de demonstração tecnológica, levando a bordo 17 instrumentos científicos, que estão sendo testados para uso em futuras missões espaciais. [Imagem: ESA/ROB]
Quatro em um
A sonda espacial Proba-2, da Agência Espacial Europeia, estava em uma posição de fazer inveja aos astrônomos e amantes da observação dos céus.
O pequeno microssatélite conseguiu ver nada menos do que quatro eclipses parciais do Sol.
Circulando rapidamente em órbita da Terra, a sonda passou várias vezes pela sombra da Lua, a 700 quilômetros acima da Terra.
Proba-2 é um satélite de demonstração tecnológica, levando a bordo 17 instrumentos científicos, que estão sendo testados para uso em futuras missões espaciais.
Pixels negros
O eclipse solar permitiu que os cientistas aferissem o funcionamento de um desses instrumentos, o SWAP, que monitora o Sol na região do ultravioleta extremo.
Nestes comprimentos de onda, as zonas onde o disco lunar cobre o Sol devem aparecer negros.
No entanto, a dispersão da luz e o ruído do instrumento podem tornar os pixels menos escuros.
Assim, o eclipse solar ajudou os pesquisadores a determinarem o bom funcionamento de cada pixel individualmente.
Curvas de extinção
O LYRA - o segundo instrumento de observação do Sol do Proba-2, que mede a atividade solar - recolheu "curvas de extinção", obtidas enquanto a Lua obscurecia gradualmente o Sol.
O sinal tornou-se menos intenso durante o eclipse porque uma parte da radiação solar foi bloqueada pela Lua.
Mas a redução deste sinal e o seu aumento posterior não são simétricos. É que são as "regiões ativas" tempestuosas do Sol que mais contribuem para o sinal e estas regiões não estão distribuídas uniformemente ao longo do disco solar.
Dois outros instrumentos do microssatélite examinaram o "buraco" formado na ionosfera - a camada eletricamente ativa mais alta da atmosfera da Terra - pela sombra do eclipse.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Primeiro carro sem motorista é licenciado nos EUA

Carro do futuro

A Europa quer carros sem motorista nas estradas em dez anos, mas foram os Estados Unidos que saíram na frente.
O estado de Nevada acaba de dar autorização para a circulação do Google Driverless Car - carro sem motorista da empresa Google.
Na verdade, mais de mil carros inteligentes já estão sendo testados na Europa, mas em condições de avaliação, sem uma licença definitiva.
No Brasil várias equipes trabalham com sistemas autônomos de navegação para veículos.
Para orientar a navegação do carro, o veículo traz câmeras no teto, radares e um laser que o ajuda a "ver" pedestres, ciclistas e os demais carros na estrada.
É reconhecido internacionalmente que a maioria dos acidentes de automóveis ocorre por falha humana.
Assim, o que se espera é que carros inteligentes possam assumir a direção para evitar acidentes.
Supervisores da automação
O veículo licenciado nos EUA é um Toyota Prius, cujo sistema de navegação autônoma está sendo desenvolvido desde 2005 pelo Laboratório de Inteligência Artificial da Universidade de Stanford.
Segundo o engenheiro Sebastin Thrun, responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, o carro já percorreu 255 mil quilômetros em testes, durante os quais foi registrado um único incidente, com uma batida sem gravidade.
A licença para a condução automática do veículo foi concedida à empresa e ao seu projeto. Mas o governo estadual já afirmou que pretende, no futuro, conceder licenças a pessoas físicas, que poderão ter seus próprios carros com condução automática.
Contudo, uma legislação que trata do assunto, e que entrou em vigor em março deste ano, afirma que um carro sem motorista precisa ser supervisionado por duas pessoas - um motorista, para casos de emergência e um técnico capacitado para "fiscalizar" o computador de bordo.

Fonte: Inovação tecnológica

Planeta Terra leva um ano e meio para repor recursos consumidos anualmente


Os seres humanos consomem, a cada ano, um montante de recursos naturais 50% superior ao que a Terra pode produzir, de forma sustentável nesse mesmo período. Os dados são da ONG WWF.
De acordo com um relatório “Living Planet“, divulgado nesta terça-feira, a Terra leva um ano e meio para repor todos os recursos que a população mundial consome a cada ano. Para muitos ambientalistas, a Rio+20, conferência internacional que será realizada no Brasil em junho, é uma oportunidade para os países aumentarem de forma urgente a proteção à natureza.
- A conferência Rio+20 é uma oportunidade para o mundo tratar com seriedade a necessidade de tornar o desenvolvimento sustentável – disse David Nussbaum, presidente do WWF na Grã-Bretanha. O Brasil ficou em 56º lugar.
- Nós precisamos aumentar o senso de urgência, e eu acho que em última instância isso não diz respeito somente às nossas vidas mas também ao legado que vamos deixar para as futuras gerações – acrescentou.
Desde 1966, a demanda por esses recursos se duplicou, acentuando as diferenças entre habitantes de países ricos e pobres. Se cada morador da Terra consumisse como um americano, por exemplo, seriam necessários quatro planetas para responder a essa demanda.
Análises feitas por outra organização, a Global Footprint Network, também mostram um cenário preocupante.
Os cálculos têm como objetivo dimensionar o quão sustentável nossa sociedade global é em termos de sua pegada ecológica – uma medida composta por fatores tais como a queima de combustíveis fósseis, o uso de áreas agrícolas para produção de alimentos, e o consumo de madeira e peixes capturados em ambiente selvagem.
No ranking elaborado pela organização, os Estados Unidos ficam entre os dez países como maior pegada ecológica. Entre os primeiros da lista aparecem ainda Dinamarca, Bélgica, Austrália e Irlanda.
No ranking elaborado pela organização, o Golfo Pérsico emerge como a região com a pegada ecológica per capita mais alta do mundo, com Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos como os países menos sustentáveis.
Áreas tropicais
O estudo mostrou, ainda, que a exploração dos recursos naturais provocou uma redução de 30% da vida selvagem no planeta desde 1970. Entre as espécies tropicais a redução foi ainda maior, de 60%.
O documento combinou dados de mais de 9.000 populações de animais ao redor do mundo para chegar a esta conclusão. Seus principais autores, os pesquisadores do WWF, dizem que o progresso global quanto à proteção da natureza e o combate às mudanças climáticas ainda é “glacial”.
O relatório usa dados sobre tendências populacionais de várias espécies ao redor do mundo compilados pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês). Na edição mais completa de seu relatório até hoje, a ZSL examinou um número recorde de espécies (2.600), e populações destas espécies (9.104).
As espécies mais afetadas são aquelas encontradas em rios e lagos das regiões tropicais, que apresentam uma redução de 70% desde 1970. O diretor do Instituto de Zoologia da ZSL, Tim Blackburn, fez uma analogia entre as cifras ambientais e o mercado financeiro.
- Haveria pânico se o FTSE [índice da Bolsa de Londres] mostrasse um declínio como este. A natureza é mais importante do que o dinheiro. A humanidade pode viver sem dinheiro, mas nós não podemos viver sem a natureza e os serviços essenciais que ela nos traz – avaliou.
Uma das recomendações à Rio+20 diz respeito a este conceito, e aconselha os governos de todo o mundo a utilizarem indicadores econômicos que incluam uma valoração do “capital natural”.

Escassez d’água

Uma nova medida desenvolvida pelo WWF permite rastrear a escassez de água em 405 sistemas de rios ao redor do mundo com periodicidade mensal.
A análise revela que 2,7 bilhões de pessoas (quase metade da população mundial) já têm que lidar com falta d’água por ao menos um mês todos os anos.
O relatório destaca alguns exemplos de progresso quanto à sustentabilidade, tais como um programa no Paquistão que ajudou fazendeiros de algodão a reduzirem o uso de água, pesticidas e fertilizantes gerando uma colheita semelhante.
Os dados também mostram algumas áreas que precisam de atenção urgente, tais como uma taxa mundial de desperdício de alimentos de 30% causada por comportamento irresponsável nos países mais ricos e a falta de infraestrutura de armazenamento em nações em desenvolvimento.
David Nussbaum, presidente do WWF na Grã-Bretanha, compara os dados com o mercado financeiro ao dizer que não é tarde demais para alterar as tendências em curso, mas que “precisamos lidar com isto com a mesma urgência e determinação com as quais lidamos com a crise financeira sistêmica global”.

Fonte: Coreio do Brasil

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Conheça a estudante de 17 anos que pode ter descoberto a cura para o câncer


zhang
A estudante Angela Zhang, de apenas 17 anos, ficou famosa por ter achado o que pode ser a cura para o câncer. Só que não foi "do nada" - ela, que sempre foi brilhante, disse que se sente uma "Cinderella nerd".
Ela, que é filha de chineses e nasceu na Califórnia, Estados Unidos, ganhou em janeiro uma bolsa de estudos no valor de mais de R$ 170 mil pelas descobertas.
Angela parece uma adolescente normal, aprendendo a dirigir agora. Só que, na verdade, ela sempre foi brilhante: no primeiro ano do Ensino Médio fez estudos sobre bioengenharia de nível suficiente para doutorado, e no ano seguinte entrou no laboratório da Universidade de Stanford, por exemplo.
Kavita Gupta, que dá aulas de química para a garota, comentou o caso:
- Cura para o câncer. Uma garota do Ensino Médio. É tão surpreendente. Eu não consigo nem começar a compreender como ela sequer pensou nisso ou fez isso.
Sabe o que Angela disse? Isso aqui: "Esse é um momento de Cinderela para uma cientista nerd como eu".
O estudo

A ideia de Angela foi misturar remédios contra o câncer em um polímero (ou uma grande molécula) que se juntaria a partículas menores - que se juntariam às células cancerígenas e mostrariam aos médicos exatamente onde os tumores estariam.

Uma luz infravermelha mirada na direção dos tumores derreteria o polímero e libertaria o remédio, matando as células cancerígenas e deixando as células saudáveis intactas.

Quando testado em ratos, os tumores quase desapareceram completamente. Apesar de demorarem anos até esses testes chegarem a seres humanos, os resultados parecem promissores. 

Fonte: R7

Destroços de exoplanetas dão pista sobre fim da Terra




São Paulo - Pesquisadores da Universidade de Warnick, do Reino Unido, encontraram elementos químicos que compõem a Terra na atmosfera de quatro anãs brancas da Via Láctea. A presença dessas substâncias indica que a poeira que circunda essas estrelas é formada por destroços de exoplanetas — como são chamados os planetas fora do Sistema Solar. De acordo com os cientistas, os resultados desse estudo, realizado com o telescópio Hubble, podem ajudar a entender o que vai acontecer com os planetas do Sistema Solar quando o Sol tiver sua energia nuclear esgotada, daqui a bilhões de anos.
O Sol tem 4,57 bilhões de anos e deve existir por outros 5 bilhões anos. Atualmente, a estrela produz energia a partir da fusão de hidrogênio. No futuro, quando acabar o hidrogênio, a estrela passará a promover a fusão de átomos de hélio, aumentando drasticamente sua temperatura. Com isso, o Sol vai se tornar uma gigante vermelha, empurrando suas camadas externas de gás, até engolir os planetas mais próximos - e assim capturar elementos químicos estranhos à estrela. Quando acabar o "combustível" da estrela, só sobrará seu núcleo ultradenso. De gigante vermelha, o Sol se tornará então uma anã branca, como as que foram observadas pela equipe britânica. Na atmosfera dessas anãs brancas, a centenas de anos-luz, os cientistas encontraram oxigênio, magnésio, ferro e silício, elementos que compõem cerca de 93% da Terra.
O professor Boris Gänsicke, do Departamento de Física da Universidade de Warnick, explica que o processo destrutivo que provocou a formação de discos de poeira em torno dessas anãs brancas, deve um dia acontecer em nosso próprio Sistema Solar. "Quando isso acontecer em nosso Sistema Solar, daqui a bilhões de anos, o Sol vai engolir os planetas Mercúrio e Vênus."
Morte do Sol — Não se sabe se a Terra será engolida pelo Sol em sua fase de gigante vermelha, mas os cientistas acreditam que, mesmo que o planeta resista, sua superfície será "assada". Já na fase seguinte, de acordo com Gänsicke, o Sol vai perder uma grande quantidade de massa e, portanto, força gravitacional. Com isso, todos os planetas vão se afastar da estrela.
Gänsicke explica que esse processo pode desestabilizar as órbitas e provocar colisões entre planetas. Esse fenômeno poderia estilhaçar completamente planetas terrestres, aqueles formados principalmente por materiais sólidos, formando uma grande quantidade de asteroides. O estudo será publicado no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
Saiba mais
ANÃ BRANCA
Quando uma estrela como o Sol tem sua energia esgotada, ela se transforma em anã branca. Cientistas acreditam que daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos o Sol também vai se tornar uma anã branca.
ANO-LUZ
É uma medida de comprimento equivalente a 10 trilhões de quilômetros. Por definição, é a distância que a luz percorre no vácuo em um ano. A medida é utilizada para medir a distância entre estrelas e galáxias.
Fonte: Ciência - Notícias- INFO