quinta-feira, 18 de abril de 2019

Os asteroides podem mesmo colidir com a Terra? É possível evitar ?

Quase todos os dias a imprensa mundial lança notícias sobre asteroides que passarão próximos à Terra. Algumas delas dão conta de que o impacto será fulminante e acontecerá em breve.
Filmes de ficção e aventura, como "Impacto Profundo" colaboram para disseminar o pânico, fazendo parecer líquido e certo que de fato uma colisão está a caminho.
Afinal de contas, isso tudo é ficção ou existe mesmo essa possibilidade?
Para responder essa pergunta, é importante saber primeiro o que é um asteroide e onde eles estão. É isso o que veremos na primeira parte desta matéria.

Os asteroides
Asteroides são rochas irregulares cuja maioria orbita uma região do espaço entre Marte e Júpiter, conhecida como "Cinturão de Asteroides". Elas existem aos milhares e por serem muito pequenas, não são considerados planetas.
Pelo menos dezesseis desses objetos têm um diâmetro maior que 240 km e um deles, o maior de todos e batizado de Ceres(foto), tem um diâmetro de aproximadamente 1000 km.
Atualmente é aceito pela maioria dos cientistas que essas rochas são fragmentos de um planeta que não chegou a se formar, mas seus pedaços permanecem orbitando o Sol.
Os asteroides não estão presentes apenas no "Cinturão de Asteroides", mas também orbitam outras regiões do sistema solar e já foram descobertos desde o interior da órbita da Terra até para além da órbita de Saturno.
A grande maioria no entanto, orbita entre Marte e Júpiter e se permanecessem no seu lugar, praticamente não representariam riscos. No entanto, diversos mecanismos podem fazê-los sair de suas órbitas.
Como exemplo, a colisão entre os próprios asteroides ou a forte atração gravitacional de Júpiter pode modificar a trajetória alguns deles, deslocando-os do Cinturão para uma nova órbita, capaz de cruzar a órbita terrestre.

Apolos, Amor e Atens
Outro grupo de asteroides, conhecidos por Apolos, Amor e Atens, circulam em regiões distintas do Sistema Solar. Estes objetos representam um risco muito mais imediato do que os do Cinturão, já que suas órbitas naturais cruzam a órbita da Terra.
Por cruzarem nossa órbita, alguns desses objetos já atingiram nosso planeta em tempos passados. Um exemplo real dessa colisão com a Terra é a cratera formada pelo Meteoro Barringer, próximo a Winslow, no Arizona, EUA, visto abaixo.
Os asteroides Aten ficam na maior parte do tempo entre o Sol e a Terra, o que significa que vários deles cruzam a órbita do nosso planeta.
Os astrofísicos acreditam que existam milhares de asteroides Aten, mas apenas 550 foram descobertos, já que é praticamente impossível observá-los a partir da Terra.
Os asteroides são objetos pequenos e de baixa reflexão, tornando impraticável sua detecção pelos telescópios em Terra. Em outras palavras, alguns desses corpos podem chegar muito próximo de nós sem que ningúem os veja.
Esse problema está sendo contornado pelas grandes agências espaciais, que estão usando satélites para fazer uma verdadeira varredura espacial, medindo posições com grande precisão. Além do mais, os satélites podem olhar regiões próximas ao Sol sem qualquer dificuldades, impossível daqui da Terra.
O maior problema é que ninguém, da NASA, a agência espacial americana, ou da ESA, a agência européia, sabe exatamente quantos asteroides existem. Nenhum astrofísico, em nenhum observatório, pode responder com certeza essa pergunta.
Recentemente, usando dados obtidos pelo satélite infravermelho ISO( Infrared Space Observatory),da ESA, os astrônomos concluíram que existe cerca de 2 milhões de asteroides com mais de 1 quilômetro de comprimento situados no Cinturão de Asteroides, mas o número exato é uma incógnita.

Alfabeto Egipício

Escrita no Antigo Egito

Os símbolos de escrita no Antigo Egito, também conhecida como escrita hieroglífica, eram tão detalhados e trabalhados para a época, que são estudados até os dias atuais. Assim como nos campos da arquitetura, engenharia e medicina, a forma de escrita e leitura no Antigo Egito era impressionante, principalmente considerando o período histórico.
Os hieróglifos podem ser lidos como imagens, símbolos de figuras ou símbolos sonoros. Seu nome significa ‘escultura sagrada’ e eles são divididos em três tipos:
  • Logogramas: Palavras representadas por um único símbolo, tanto no som como no significado.
  • Fonogramas: Representam um som ou uma série de sons.
  • Determinativos: Representam as desinências verbais de palavras. É a forma de transformar, ‘andar’ em ’andando’, por exemplo.
Resultado de imagem para alfabeto egito antigo

Feitos por artesãos com cinzel e martelo, os hieróglifos a princípio eram feitos apenas em espaços como monumentos, templos, tumbas e documentos importantes. Os símbolos utilizados na escrita cotidiana eram mais simples e de mais fácil aplicação.
Além de existir um símbolo para cada letra (imagem acima), a escrita no Antigo Egito também tinha símbolos para palavras, nomes próprios e situações cotidianas.
Símbolos cotidianos. Da esquerda para a direita: Homem, Mulher, Criança, Deus, Deusa, Terra Estrangeira, Tempestade, Água, Vento, Planta, Pássaro e Peixe.

É interessante perceber a delicadeza e o detalhamento de cada traço. A leitura e a escrita funcionavam para documentar o cotidiano da época e até hoje são formas de conhecer essa civilização.
Com o tempo, a escrita foi se popularizando e expressando individualidade. Existem registros da 1ª dinastia (séc. 2925 – séc. 2775 AC) que já trazem imagens de pessoas (não  necessariamente os Faraós) com nomes ou títulos. Também é possível ler descrições de imagens, explicando o que está retratado, como uma espécie de legenda.

Números

Os números também fazem parte da escrita no Antigo Egito. Cada figura representa um numeral e é a forma que a sociedade tem de documentar diversas situações.
Na imagem percebe-se uma lógica na criação de vários numerais, como o 5, o 6 e o 9, representados por bastões na quantidade dos números, enquanto outros números como o 7 e o 2 são representados deforma mais complexa.

Amuletos

Os amuletos podem ser encontrados em diversos registros da escrita no Antigo Egito. Eles representam proteção e têm uma conotação religiosa.
Amuletos. Da esquerda para a direita: Um Milhão, Vida, Ouro, Pilar de Osíris, Proteção, Nó de Ísis, Existência, Olho de Hórus e Frescor.
 Você percebe a riqueza das ilustrações? O uso das cores? Incrível, não? Nossa dica é ampliar a imagem para perceber cada detalhe.
Fontes:
disponivel em: https://www.descobriregipto.com/escrita-no-antigo-egito/ 

Aprofunda-se o mistério do metano perdido de Marte

Aprofunda-se o mistério do metano perdido de Marte
A sonda espacial TGO realizou a medição mais precisa já feita dos gases-traço na atmosfera marciana. [Imagem: ESA/ATG]
Metano e tempestade em Marte
As mais precisas observações já feitas em busca do metano perdido de Marte não encontraram nada.
A missão conjunta da ESA-Roscosmos (agências espaciais da União Europeia e Rússia), chamada TGO (ExoMars Trace Gas Orbiter), chegou ao planeta vermelho em outubro de 2016 e passou mais de um ano empregando a técnica de frenagem aerodinâmica necessária para atingir a sua órbita científica de duas horas, 400 km acima da superfície de Marte.
Assim, a principal missão científica do TGO começou no final de abril de 2018, apenas alguns meses antes do início da tempestade global que tomou conta de Marte e que levaria à perda do robô Opportunity.
Isso permitiu fazer observações únicas, com a TGO acompanhando o início e o desenvolvimento da tempestade e monitorando como o aumento de poeira afetou o vapor de água na atmosfera - importante para entender a história da água em Marte ao longo do tempo.
Todas as observações da tempestade condizem com os modelos de circulação global e com a presença de água na forma de gelo em Marte, nas baixas concentrações já conhecidas. Mas os resultados com o metano foram bem diferentes.
Aprofunda-se o mistério do metano perdido de Marte
A sonda TGO trouxe dados ricos sobre a tempestade global em Marte e fez um mapa detalhado dos minerais ricos em moléculas de água - mas o metano não apareceu. [Imagem: ESA]
Mistério do metano de Marte
Dois espectrômetros - NOMAD e ACS - a bordo da TGO fizeram medições de gases-traço na atmosfera marciana. Os gases-traço compõem menos de um por cento da atmosfera em volume, e exigem técnicas de medição altamente precisas para determinar as suas impressões digitais exatas.
A presença desses gases é normalmente medida em "partes por bilhão por volume" (ppbv). Por exemplo, o inventário de metano da Terra mede 1.800 ppbv, o que significa que, para cada milhar de milhão de moléculas, 1.800 são metano.
Os resultados da TGO encontraram um limite superior de 0,05 ppbv de metano em Marte, ou seja, 10 a 100 vezes menos metano do que todas as detecções relatadas anteriormente. O limite de detecção mais preciso, de 0,012 ppbv, foi obtido a 3 km de altitude.
"Temos dados belíssimos de alta precisão que detectam sinais de água, dentro da faixa de onde esperamos ver o metano, mas ainda podemos reportar um modesto limite superior que sugere uma ausência global de metano," disse Oleg Korablev, do Instituto de Pesquisas Espaciais da Rússia e responsável pelo espectrômetro ACS.
Relatos de metano na atmosfera marciana têm sido intensamente debatidos porque as detecções foram muito esporádicas no tempo e na localização e, muitas vezes, caíram no limite de detecção dos instrumentos.
A sonda Mars Express, em 2004, indicou a presença de metano no valor de 10 ppbv. Telescópios baseados na Terra também registraram medições transitórias de até 45 ppbv, enquanto o robô Curiosity sugeriu um nível basal de metano que varia com as estações entre 0,2 e 0,7 ppbv - com alguns picos mais altos - na cratera Gale.
"Nós preferimos não criticar os resultados de outros; nós apenas podemos reivindicar a precisão dos nossos resultados. Nós apenas relatamos os dados e deixamos para os teóricos tentarem explicar o que está acontecendo," disse Korablev.

Bibliografia:

Martian dust storm impact on atmospheric H2O and D/H observed by ExoMars Trace Gas Orbiter
Ann Carine Vandaele et al.
Nature
Vol.: To be published
DOI: 10.1038/s41586-019-1097-3

No detection of methane on Mars from early ExoMars Trace Gas Orbiter observations
I.G. Mitrofanov et al.
Nature
DOI: 10.1038/s41586-019-1096-4

Neutron Mapping of Mars with High Spatial Resolution: First Results of FREND experiment of the ExoMars Project
I.G. Mitrofanov et al.
Proceedings of the Russian Academy of Science
Vol.: To be published
Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Veja a 1ª imagem de um buraco negro da história, um 'monstro' maior que o Sistema Solar

A primeira imagem da história de um buraco negro: ele está cercado pelo brilho de gases atraídos pela gravidade
© EHT Collaboration A primeira imagem da história de um buraco negro: ele está cercado pelo brilho de gases atraídos pela gravidade

Astrônomos registraram a primeira imagem da história de um buraco negro, que está localizado em uma galáxia distante da Terra.
O buraco negro tem 40 bilhões de quilômetros de diâmetro – cerca de 3 milhões de vezes o tamanho de nosso planeta – e é descrito pelos cientistas como um "monstro".
Essa região está 500 quinquilhões de quilômetros de distância da Terra e foi registrada por uma rede de oito telescópios ao redor do mundo.
Informações mais detalhadas serão divulgadas ainda nesta quarta-feira (10) na publicação científica Astrophysical Journal Letters.
O professor Heino Falcke, da Universidade Radboud, na Holanda, que propôs o experimento, disse à BBC News que o buraco negro foi achado na galáxia batizada de M87.
"O que nós vemos é maior que o tamanho de nosso Sistema Solar inteiro", afirmou.
"Ele tem uma massa 6,5 bilhões de vezes maior que a do Sol. E estimamos que seja um dos maiores que já tenham existido. É absolutamente monstruoso, um campeão peso-pesado dos buracos negros do Universo."

Antigravidade: Ondas de som têm massa negativa

Antigravidade: Ondas de som têm massa negativa
Os mesmos fônons envolvidos na massa das ondas sonoras podem explicar como o calor pode ser manipulado como se fosse luz.[Imagem: Martin Maldovan]
Massa das ondas sonoras
As ondas sonoras são uma forma de antigravidade porque têm massa negativa.
Esta é a conclusão impressionante de um trio de físicos teóricos dos EUA, Itália e Suíça.
"Nós demonstramos que, de fato, as ondas sonoras carregam massa - em particular, massa gravitacional. Isto implica que uma onda sonora não só é afetada pela gravidade, mas também gera um minúsculo campo gravitacional, um aspecto não apreciado até agora. Nossas descobertas são também válidas para meios não-relativísticos, e podem ter implicações experimentais intrigantes," disse Angelo Esposito, da Universidade de Colúmbia, nos EUA.
A teoria assume condições newtonianas, o que significa dizer que o efeito não está relacionado à teoria quântica ou à equivalência de energia e massa conhecidas da relatividade. Em outras palavras, mesmo ignorando a relatividade geral, que associa energia e massa, as ondas sonoras continuam transportando uma pequena quantidade de massa, de acordo com a teoria.
Isto ocorre graças aos fônons, unidades quânticas das ondas de som, que interagem com um campo gravitacional de uma forma que "exige" que elas transportem massa à medida que se movem.
Para uma onda sonora de 1 watt e duração de 1 segundo viajando na água, por exemplo, a quantidade de massa seria de cerca de 0,1 miligrama. "É simplesmente uma fração da massa total do sistema que viaja com a onda, sendo deslocada de um lugar para outro," disse Esposito.
Em termos mais gerais, os cálculos indicam que, para ondas sonoras comuns na maioria dos materiais, a massa transportada é igual à energia da onda sonora multiplicada por um fator que depende da velocidade do som e da densidade de massa do meio.
Antigravidade: Ondas de som têm massa negativa
Também ainda não se sabe se os átomos de antimatéria caem para cima ou para baixo. [Imagem: Chukman So]
Antigravidade
O mais intrigante é que a massa transportada pelas ondas sonoras revela-se negativa. Quando as ondas sonoras entram em um material, elas fazem uma "sangria", uma depleção de massa, e não uma adição de massa. Assim, ondas sonoras em um campo gravitacional devem flutuar um pouco para cima, como um objeto flutuante na água - uma espécie de antigravidade.
Os três pesquisadores não têm ainda uma explicação física clara dos seus resultados matemáticos. "Nós temos confiança nos resultados porque a matemática que descreve sólidos e fluidos é muito semelhante. Mas tentar interpretar esses resultados no nível microscópico para sólidos é atualmente confuso," disse Alberto Nicolis.
De fato, explicar como a massa flui parece razoável nos líquidos, onde uma parte das partículas do meio pode viajar na direção contrária ao movimento da onda sonora. Mas como isso pode ocorrer nos sólidos é algo ainda aberto à imaginação.
Mas o trio afirma que sua teoria deve ser testável em experimentos com átomos ultrafrios, ou possivelmente em observações de terremotos, que geram fortes ondas sonoras através da crosta terrestre - a massa associada a elas pode chegar a 100 bilhões de quilogramas, o que poderia ser registrado em sensores sensíveis de monitoramento gravitacional.

Bibliografia:

Gravitational Mass Carried by Sound Waves
Angelo Esposito, Rafael Krichevsky, Alberto Nicolis
Physical Review Letters
Vol.: 122, 084501
DOI: 10.1103/PhysRevLett.122.084501
Fonte: Inovação Tecnológica

sábado, 30 de março de 2019

Website disponibiliza gratuitamente todos os episódios da série “Cosmos: A Personal Voyage”, do astrônomo Carl Sagan


(Créditos da imagem: Reprodução).
“Cosmos: A Personal Voyage” (Cosmos: Uma Viagem Pessoal) foi uma série de TV realizada por Carl Sagan e sua esposa Ann Druyan, produzida pela KCET e Carl Sagan Productions, em associação com a BBC e a Polytel International, veiculada na PBS em 1980. A série Cosmos é um dos mais formidáveis exemplos da amplitude e eficácia que a divulgação científica pode atingir por meios audiovisuais, quando servida por uma personalidade carismática como Carl Sagan e por meios técnicos adequados. 
É preciso observar, no entanto, que há assuntos que podem estar desatualizados, pois a série foi produzida há mais de trinta anos. O website “Documentários Online” disponibiliza todos os episódios da série com dublagem em português. 

 Para assistir, clique aqui.

Cosmos: A Spacetime Odyssey


Disponível em: https://ciencianautas.com/website-disponibiliza-gratuitamente-todos-os-episodios-da-serie-cosmos-personal-voyage-do-astronomo-carl-sagan/?fbclid=IwAR2xlePY0bDzH-qTyaSQeZb61AYCTc8w2G6gnnTl2Fp6X_CdB1u2z33GaOQ

sábado, 23 de março de 2019

Físicos descobrem exóticos elétrons espiralantes

Físicos descobrem exóticos elétrons espiralantes
Os dois tipos de "excitons quirais de superfície" estão nos lados direito e esquerdo da imagem. Eles são gerados por luz polarizada à direita e à esquerda (fótons em azul). Os excitons consistem em um elétron (azul claro) orbitando uma lacuna (preto) na mesma orientação da luz. O elétron e a lacuna são aniquilados em menos de um trilionésimo de segundo, emitindo luz (fótons em verde) que pode ser aproveitada para iluminação, células solares, lasers e telas.[Imagem: Hsiang-Hsi Kung/Rutgers]
Exciton quiral de superfície
Físicos descobriram uma forma exótica de elétron que pode levar a avanços em iluminação, células solares, lasers e telas eletrônicas.
Girando como planetas, esses elétrons consistem de partículas e "antipartículas" orbitando em torno umas das outras na superfície de materiais sólidos - não se trata de antimatéria, mas de partículas com cargas opostas.
Essas partículas exóticas - ou quasipartículas - foram batizadas de "excitons quirais de superfície".
Excitons se formam quando uma luz intensa atinge um sólido, chutando elétrons carregados negativamente de suas posições e deixando para trás lacunas positivamente carregadas - os elétrons ejetados formam plásmons de superfície, outra quasipartícula de grande interesse tecnológico.
Quiral refere-se a entidades, como suas mãos direita e esquerda, que correspondem, mas são assimétricas, não podendo uma ser sobreposta à sua imagem espelhada. A quiralidade da nova quasipartícula depende da polarização da luz que a produz.
Os elétrons e lacunas gerados nesse processo se assemelham a piões girando rapidamente. Os elétrons (cargas negativas) eventualmente "espiralam" em direção às lacunas (cargas positivas), aniquilando um ao outro em menos de um trilionésimo de segundo, o que resulta na emissão de um tipo de luz chamada fotoluminescência.
A fotoluminescência está envolvida em inúmeras aplicações tecnológicas, como células solares, lasers, LEDs, telas etc. Assim, a produção controlada de luz pela produção de excitons quirais de superfície poderá eventualmente ser explorada em todos esses dispositivos.
Seleneto de bismuto
Hsiang-Hsi Kung e seus colegas da Universidade Rutgers, nos EUA, descobriram os excitons quirais na superfície de um cristal chamado seleneto de bismuto, que pode ser produzido em larga escala e usado em revestimentos e outros materiais em eletrônica - tudo a temperatura ambiente.
Esse cristal já havia sido usado para sintetizar uma substância bizarra que unifica a spintrônica e a computação quântica. E, em sua superfície, também foi descoberto, em 2013, um então inédito acoplamento entre fóton e elétron, unindo matéria e energia.
"O seleneto de bismuto é um composto fascinante que pertence a uma família de materiais quânticos chamados 'isolantes topológicos'. Eles têm vários canais na superfície que são altamente eficientes na condução de eletricidade," contou o professor Girsh Blumberg.
A dinâmica dos excitons quirais ainda não está clara e a equipe pretende a seguir usar imagens ultrarrápidas para estudá-la a fundo. Eles também avaliam que os excitons quirais de superfície poderão ser encontrados em outros materiais.

Bibliografia:

Observation of chiral surface excitons in a topological insulator Bi2Se3
Hsiang-Hsi Kung, Adamya P. Goyal, Dmitrii L. Maslov, Xueyun Wang, Alexander Lee, Alexander F. Kemper, Sang-Wook Cheong, Girsh Blumberg
Proceedings of the National Academy of Sciences
DOI: 10.1073/pnas.1813514116
Fonte: Inovação tecnológica