quarta-feira, 11 de março de 2015

Ilusões de Optica

Sabemos que o cérebro humano desenvolveu táticas incríveis para que pudéssemos compreender da melhor maneira possível o mundo à nossa volta. Mas existem algumas coisas que são capazes de fazer ele fritar!
 O termo ilusão de ótica se refere a imagens que mostram muito mais do que apenas o que você está vendo, e algumas são feitas com o objetivo exclusivo de enganar seus olhos. Assim, muitas imagens chegam a perturbar os neurônios. Será que o que você está vendo é realmente o que parece ser?

1 – Estes quadrados são da mesma cor. Cubra com o dedo a parte que separa os dois e certifique-se!

A ilusão Cornsweet explora a inibição lateral do cérebro, que cria mais contraste entre os dois objetos quando eles têm diferentes bordas coloridas
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2 – Fixe os olhos na imagem e você verá um rosto familiar

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3 – Olhe fixamente para o nariz da moça por 10 segundos. Em seguida, pisque rapidamente enquanto olha para uma superfície clara. O rosto dela aparecerá colorido.

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4 – Esses carros parecem ter tamanhos diferentes. Mas acredite, eles têm tamanhos idênticos

A ilusão de Ponzo funciona porque nosso cérebro julga o tamanho de um objeto se baseando na distância percebida. O terceiro carro parece mais longe, e consequentemente parece muito maior.
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5 – Esses pontos parecem mudar de cor e orbitar no centro. Mas, foque em um ponto só e você descobrirá que não há mudança nenhuma de cor ou rotação.

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6 – Do mesmo modo, encare a marcação no centro da imagem e tente ver o espaço em branco

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7 – Esse parque em Paris parece um grande globo

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Mas não é como parece ser
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8 – Qual círculo laranja é maior?

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Tem certeza?
A ilusão de Ebbinghaus explora a nossa percepção de tamanho relativo. Quando um objeto é cercado por objetos maiores, este parece ser bem menor do que realmente é.
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9 – Encare o pontinho amarelo e aproxime o rosto da tela. Você verá o circulo rosa girar.

A ilusão Pinna-Brelstaff ocorre devido a falhas na visão periférica.
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10 – Você não vai acreditar, mas os quadrados “A” e “B” possuem o mesmo tom de cinza

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Não acreditou, né? Então vamos checar:
O cérebros ajusta automaticamente a cor com base nas sombras. O “B” está na sombra do cilindro verde, e ainda que seja da mesma cor que o “A”, o cérebro acredita que o quadrado “B” tem um tom mais claro de cinza
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11 – Olhe para esse gif que está girando por 30 segundos, e depois olhe a foto que está abaixo dela

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12 – A ilusão da Sala de Ames faz você acreditar que uma pessoa é gigante, enquanto a outra é minúscula… Mas não é bem assim.

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13 – Qual deles está indo mais rápido?

A resposta é: nenhum! Quando as barras pretas são removidas, você pode ver que eles estão sempre em paralelo e que as barras pretas estavam distorcendo a percepção de movimento do seu cérebro.
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14 – Aproxime sua cabeça da tela e você verá a luz bem mais forte. Depois, afaste-a e você verá que a luz fica fraca.

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15 – Encare o ponto preto que está no centro da imagem, e depois espere até que ela mude. Afinal, a imagem ficará em preto e branco ou colorida?

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16 – Todas as bolinhas dessa imagem são brancas. Mas não importa o que você faça, você sempre verá algumas em preto.

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17 – Ao manipular o cérebro humano e os olhos, Brusspup é capaz de criar animações incríveis com nada além de um cartão preto

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18 – Esses dinossauros te seguem, não importa para onde você vá

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19 – Formas geométricas, brilho e cor são usados para criar ilusões de movimento. Essas imagens não são animadas, mas o cérebro humano faz com que assim pareçam.

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20 – Para que lado está indo este trem em movimento? Olhe por um longo tempo ou pisque e o seu cérebro mudará a direção.

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21 – A dançarina do meio está girando no sentido horário ou anti-horário? A resposta é: As duas opções!

Encarando a dançarina da esquerda ou da direita, você é capaz de mudar a direção da dançarina do meio.
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22 – Essas coisas não são o que parecem ser!

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 23 – Encare a bolinha verde e veja o que acontece com as duas amarelas

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 24 – Parece uma máscara com face única…

Ou duas pessoas se beijando?
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25 – Elas parecem mulheres atraentes

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Mas, ao ver a imagem invertida, você ficará um pouco confuso
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26 – Estas linhas horizontais parecem ser inclinadas, mas olhe por um tempo e você verá que elas são paralelas

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27 – Não parecem, mas são círculos perfeitos

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28 – Esta é uma ilusão simples, porém causa um pouco de confusão nos neurônios

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29 – Este quarto com pinturas em 3D provavelmente causam um certo frio na barriga em quem está nele

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30 – Cubra os dois lados da animação e o corredor passará lentamente. Cubra o meio e as laterais parecerão mais rápidas.



Astrofísica brasileira ganha prêmio internacional por pesquisa sobre buracos negros

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A astrofísica brasileira Thaisa Bergmann, professora da Universidade do Rio Grande do Sul, ganhou recentemente o prêmio “Para Mulheres Na Ciência” (“For Women In Science”), da Fundação L’Oréal em parceria com a UNESCO, por conta de sua pesquisa sobre buracos negros.
Atualmente na 17ª edição, essa premiação internacional é destinada a reconhecer e apoiar a contribuição científica de cinco laureadas, uma de cada canto do globo, anualmente. Thaisa representa a América Latina, e é a sexta brasileira a se juntar ao time de vencedoras.
“A visibilidade que o prêmio dá é incrível. É muito gratificante saber que todo meu esforço é valorizado”, diz Thaisa.
Além do prêmio principal, 15 pesquisadoras promissoras receberam o prêmio “Talentos Internacionais em Ascensão” (em inglês, “International Rising Talents”), que tem o objetivo de acelerar o avanço dessas mulheres na ciência.
Esses talentos foram escolhidos entre mais de 230 bolsas de estudo concedidas a cada ano nas edições regionais do programa, e a farmacêutica brasileira Carolina Andrade, da Universidade de Goiás, foi uma das reconhecidas por sua pesquisa para o tratamento da leishmaniose.

A pesquisa premiada

A pesquisa que levou ao reconhecimento internacional de Thaisa foi fundamental para o entendimento de buracos negros supermassivos.
Antes mesmo do advento do telescópio espacial, através de observações, a astrofísica detectou um disco de gás girando em torno do núcleo de uma galáxia. Esse objeto tinha velocidades muito altas – 10.000 quilômetros por segundo –, era compacto e possuía uma massa muito grande.
Thaisa notou que ele circulava um buraco negro supermassivo, em uma galáxia na qual um buraco negro não era esperado no seu núcleo. O estudo foi capital para a conclusão de que um desses objetos provavelmente existe no centro de cada galáxia.
Além disso, a assinatura de gás que Thaisa encontrou serve para identificar outros buracos negros supermassivos no universo. Hoje, ela continua estudando esses “monstros espaciais”, além da ejeção de massa que ocorre do disco de gás em volta deles toda vez que o buraco negro faz uma refeição.

O que os buracos negros dizem sobre as galáxias

A pesquisa da astrofísica também levou a outra descoberta importante: a de que os buracos negros precisam ser levados em conta nos modelos de evolução do universo, uma vez que influenciam o tamanho das galáxias.
“Geralmente, esses modelos contabilizavam apenas fatores como sua expansão e a força da gravidade, que de fato afetam o desenvolvimento do universo. No entanto, galáxias muito maiores do que as que conhecemos resultavam desses modelos”, explica a pesquisadora.
Durante a fase de atividade desses objetos, os discos de acreção em volta dos buracos negros, que ejetam massa quando eles consomem matéria, acabam liberando grandes quantidades de energia, o que por um certo tempo interrompe o crescimento da galáxia. Isso, por sua vez, limita o tamanho total dessa galáxia a longo prazo.
Hoje, para que os modelos prevejam com sucesso a evolução do universo, precisam considerar os buracos negros espécies de “reguladores das galáxias”, como Thaisa os chama.

A mulher na ciência

O “Para Mulheres na Ciência” é o primeiro prêmio criado para incentivar mais jovens a entrarem na profissão e construírem carreiras de sucesso na área científica.
Se você está pensando que não é tão importante ter uma premiação destinada a esse fim, pense de novo.
A discrepância com relação ao equilíbrio de sexos na ciência é gigantesca. As mulheres representam apenas 30% dos pesquisadores do mundo, sendo que detêm apenas 10% dos mais altos cargos acadêmicos da área. Além disso, a maioria dos prêmios de ciência é conquistado por homens. Das 575 pessoas agraciadas com o Prêmio Nobel de Medicina, Química e Física, apenas 16 eram mulheres.
No Brasil, segundo o CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), há um equilíbrio entre homens e mulheres no início da carreira científica que diminui com o passar dos anos, com participação feminina de apenas 30% em pesquisas científicas vinculadas ao final de carreira.
A L’Oreal e a UNESCO pretendem mudar isso. Somente no Brasil, a premiação completa dez anos em 2015, tendo beneficiado 61 jovens cientistas e distribuído aproximadamente R$ 3 milhões em bolsas-auxílio (US$ 1,2 milhão). No mundo todo, 2.170 cientistas receberam bolsas para continuarem projetos de pesquisa promissores, e 87 foram laureadas.

Pela igualdade na ciência

Thaisa conta que, durante grande parte de sua carreira, se sentiu dividida entre sua pesquisa e sua família. “Senti culpa por não estar em casa com meus filhos enquanto fazia minhas observações, mas acho que a mulher precisa ter esse tempo dedicado à profissão, igual ao que os homens possuem”, diz.
Segundo a astrofísica, é mais esperado da mulher do que do homem que esteja presente na vida familiar, mas elas merecem tanto quanto eles uma chance de ter realização profissional. Para ela, o prêmio chama a atenção das pessoas para o trabalho que as mulheres são capazes de desempenhar, e mostrando que elas são recompensadas por isso.
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“A mídia precisa valorizar mais a ciência. As crianças pequenas não têm exemplos de cientistas, e quando são perguntadas do que gostariam de fazer da vida, respondem coisas como modelo e jogador de futebol, porque é à isso que são expostas todos os dias”, diz.
“A educação também precisa de transformar. Os professores, se tivessem mais atrativos para dar aula, como um salário melhor, poderiam incentivar mais as crianças a gostar de ciência, com experimentos e classes divertidas que demonstrassem como a carreira científica pode ser”, complementa.

Próximo passo

Thaisa quer continuar fazendo descobertas e afirma que, para isso, o Brasil precisa de instrumentos mais potentes para a observação do céu, de nova geração.
Os maiores telescópios as quais nossos cientistas têm acesso são os do Observatório Gemini, que possuem 8 metros de diâmetro e operam no óptico e no infravermelho.
Thaisa e sua equipe buscam a adesão do Brasil ao programa do ESO, o Observatório Europeu do Sul. A rede de telescópios ALMA é a mais poderosa do mundo atualmente, com instrumentos maiores que possibilitam muito mais observações e, consequentemente, descobertas para os cientistas que os utilizam.
ALMA

Fonte:http://hypescience.com/astrofisica-brasileira-ganha-premio-internacional-por-pesquisa-sobre-buracos-negros/

terça-feira, 10 de março de 2015

Marte: O planeta que já foi vermelho e azul

Marte: O planeta que já foi vermelho e azul
Esta concepção artística mostra como Marte poderia ter sido quando ainda tinha um oceano. [Imagem: ESO/M. Kornmesser/N. Risinger] 

Oceano que evaporou
Um oceano primitivo em Marte continha mais água do que o Oceano Ártico na Terra e cobria uma porção da superfície do planeta maior do que a coberta pelo Oceano Atlântico terrestre.
Uma equipe internacional de astrônomos monitorou a atmosfera do planeta e mapeou as propriedades da água em diversas regiões da atmosfera de Marte durante um período de seis anos.
Segundo a equipe, há cerca de quatro bilhões de anos, o planeta Marte devia ter água suficiente para cobrir toda a sua superfície com uma camada líquida de cerca de 140 metros de profundidade, mas o mais provável é que o líquido tenha-se juntado para formar um oceano que ocuparia quase metade do hemisfério norte de Marte, onde algumas regiões teriam atingido uma profundidade de mais de 1,6 quilômetro.
"Nosso estudo nos dá uma estimativa robusta da quantidade de água que Marte teve no passado, através da determinação da quantidade de água que se perdeu no espaço," explicou Geronimo Villanueva, cientista do Centro Goddard da NASA.

Água semipesada
A estimativa baseia-se em observações de duas formas ligeiramente diferentes de água na atmosfera de Marte. Uma é a familiar forma da água, composta por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio (H2O), e a outra é HDO, ou água semipesada, uma variação, também de ocorrência natural, na qual um dos átomos de hidrogênio é substituído por um átomo de deutério, um isótopo do hidrogênio.
Como a água com deutério é mais pesada do que a água normal, ela se perde menos no espaço devido à evaporação. Por isso, quanto maior for a perda de água do planeta, maior será o quociente de HDO/H2O na água que resta - nos oceanos da Terra existem cerca de 3.200 moléculas de H2O para uma molécula de HDO.
Ao comparar a razão de HDO para H2O, é possível medir o quanto aumentou a fração de HDO e, assim, determinar quanta água escapou para o espaço, o que por sua vez permite estimar a quantidade de água que Marte tinha no passado.
A equipe estava especialmente interessada nas regiões perto dos polos norte e sul de Marte, uma vez que as calotas polares são os maiores reservatórios de água conhecidos no planeta.
Marte: O planeta que já foi vermelho e azul
Outra visualização artística do planeta vermelho e azul. [Imagem: NASA/GSFC]

Oceano de Marte
Os dados mostram que a água atmosférica nas regiões próximas dos polos encontra-se enriquecida de um fator 7 relativamente à água oceânica na Terra, o que sugere que a água nas calotas polares permanentes de Marte esteja enriquecida de um fator 8.
Fazendo as contas, Marte deve ter perdido um volume de água 6,5 vezes maior do que as calotas polares atuais, o que significa que o volume do oceano primitivo de Marte deve ter sido de, pelo menos, 20 milhões de quilômetros cúbicos.
Com base na atual superfície de Marte, uma possível localização para esta água seriam as planícies do norte, há muito consideradas boas candidatas para abrigar um oceano devido ao solo baixo que apresentam. Um oceano primitivo nesse local teria coberto 19% da superfície do planeta - para comparação, o Oceano Atlântico cobre 17% da superfície da Terra.
Se os dados forem confirmados pelas sondas espaciais e pelos robôs que estão em Marte - estes limitados a observações locais - haverá então espaço para novas hipóteses sobre as razões que levaram à perda de um oceano inteiro por evaporação para o espaço.
Como os novos mapas revelam microclimas e variações temporais no conteúdo de água atmosférica, eles poderão igualmente ser úteis em futuras buscas de água subterrânea no planeta, hoje totalmente desértico, e apenas vermelho.
Bibliografia:

Strong water isotopic anomalies in the Martian atmosphere: probing current and ancient reservoirs
G. L. Villanueva, M. J. Mumma, R. E. Novak, H. U. Käufl, P. Hartogh, T. Encrenaz, A. Tokunaga, A. Khayat, M. D. Smith
Science
Vol.: Published Online
DOI: 10.1126/science.aaa3630

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 9 de março de 2015

Um gato, uma brasileira e um feito inédito na física

Como uma mineira de 32 anos conseguiu colocar em prática uma das mais complexas teorias da física moderna e conquistar a comunidade científica internacional

Lucas Bessel (lucasbessel@istoe.com.br)
Tudo que você enxerga ao redor é resultado de luz refletida. Quando os raios do sol ou de uma lâmpada batem em objetos, pessoas ou partículas no ar, eles retornam para os seus olhos e dão forma e cor ao mundo. Esse princípio, um dos mais básicos da ótica, é tão natural que parece impossível de ser contrariado. Pois foi exatamente isso que a brasileira Gabriela Barreto Lemos, 32 anos, fez. À frente de um grupo de cinco cientistas, ela conduziu um experimento revolucionário que registrou imagens oriundas não da reflexão da luz, mas de um bizarro tipo de “telepatia” entre partículas conhecido como “emaranhamento quântico”. Esse fenômeno – classificado pelo físico alemão Albert Einstein como “assustador” – ocorre apenas com partículas menores do que um átomo, como os fótons que formam a luz.
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QUÂNTICO
A luz que formou as imagens no alto nunca tocou o molde em
forma de gato. Abaixo, a pesquisadora brasileira Gabriela Barreto Lemos,
32 anos, que estuda os mistérios da ótica quântica: "Adoro o que é contraintuitivo"
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“A ótica quântica é doidíssima, supercontraintuitiva, e eu adoro isso”, disse Gabriela à ISTOÉ em entrevista por telefone. Mineira de Belo Horizonte, ela faz pós-doutorado no Instituto para Ótica Quântica e Informação Quântica de Viena, na Áustria, uma das instituições científicas mais respeitadas do mundo. Foi no laboratório europeu que Gabriela desenvolveu o estudo que, pela primeira vez, registrou imagens de um objeto que nunca “viu” luz (confira infográfico). “O feixe de luz que foi detectado pela nossa câmera nunca atingiu a figura do gato, mas era ‘irmão gêmeo’ do feixe que passou por ele”, explica a pesquisadora. Isso provou, com resultados práticos, que partículas que não têm nenhuma conexão física podem compartilhar informação, como se conversassem telepaticamente.
A escolha da figura do gato para registrar a imagem não foi por acaso. A equipe de Gabriela quis homenagear o físico austríaco e ganhador do Prêmio Nobel Erwin Schrödinger. Em 1935, para mostrar o aparente paradoxo de outro conceito da mecânica quântica – o das realidades paralelas que coexistem enquanto não forem observadas –, ele propôs um experimento mental em que um gato é colocado dentro de uma caixa fechada. A vida do animal ficaria à mercê de partículas radioativas. Se elas fossem liberadas, o gato morreria. Se não, ficaria vivo. Para Schrödinger, se os princípios da mecânica quântica fossem aplicados a seres e objetos maiores, o gato teria que estar vivo e morto ao mesmo tempo, até que alguém abrisse a caixa para observá-lo.
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PIONEIRO
O físico austríaco Erwin Schrödinger. Em 1935, para ilustrar o comportamento
aparentemente ilógico de partículas subatômicas, ele propôs o experimento
imaginário do gato que está vivo e morto ao mesmo tempo
Acima de tudo, Gabriela e sua equipe conseguiram trazer para o mundo real alguns dos conceitos mais complicados da física moderna. E isso não é um feito pequeno. “Os chamados efeitos quânticos não são nada triviais”, diz Gabriela, que ganhou uma bolsa de estudo da Academia Austríaca de Ciências e não depende de nenhum programa do governo brasileiro para conduzir sua pesquisa. Ao mesmo tempo, a equipe que realizou o experimento vislumbra, num horizonte não muito distante, aplicações práticas para essa captação indireta de imagens. Médicos poderiam, por exemplo, iluminar um tecido sensível com uma luz invisível, que não danificaria as células, enquanto um raio de luz “gêmea”, porém visível, criaria a foto em uma câmera.
O trabalho pioneiro, publicado na respeitada revista científica Nature, gerou reconhecimento internacional para Gabriela e sua equipe. Quando terminar o pós-doutorado, no fim de 2015, ela pretende retornar ao Brasil para continuar as pesquisas. “Temos pessoas muito capacitadas na física brasileira”, diz. “Esse tipo de conhecimento não pode ser negligenciado pelo País.”
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Fonte:ISTOÉ

quinta-feira, 5 de março de 2015

O primeiro carro que consegue voar, ele consegue fazer até 692 Km de distância sem parar, incrível

 Confira o projeto de um carro que consegue voar, é realmente incrível e inovador.

Todo mundo espera que num futuro próximo já existam diversas coisas qu vemos em filmes de ficção, uma dessas coisas é com certeza um carro que possa voar, é por isso que uma empresa lá da Eslováquia criou o protótipo de um carro voador, esse protótipo é atualmente o mais avançado.



Esse protótipo foi apresentado no Pioneers Festival, na Áustria, de acordo com a empresa ele tem a capacidade de voar 692 km de distância com o tanque cheio, ou seja, com o carro seria possível ir do Rio de Janeiro até Curitiba, as asas AeroMobil, nome do carro voador, são retrateis.

De acordo com a empresa o AeroMobil pode atingir até 160 km/h como carro normal e como avião ele pode atingir a velocidade de 200 km/h. Para decolar ele precisa de uma pista livre de cerca de 200 metros e alcançar uma velocidade mínima de 130km/h. Para ele se sustentar no ar ele deve manter uma velocidade mínima de 60km/h e para aterrissar ele precisa de 50 metros de pista livre. Confira algumas fotos do AeroMobil.



O modelo apresentado na Pioneers Festival é o AeroMobil 3.0, a ideia nasceu ainda na década de 90 e atualmente já passou por muito aprimoramento, tanto em tecnologia de voo como em design também. A ideia é inovadora, mas ainda não foi executada com perfeição, porém é o melhor protótipo da atualidade.

Esse modelo já começou a ser testado e de acordo com a empresa ele está próximo de ser comercializado. “Acreditamos que o transporte pessoal está prestes a mudar para sempre”, Juraj Vaculík que é o CEO da empresa criadora do Aero Mobil 3.0. O carro voador tem espaço para duas pessoas na cabine, ainda não foi divulgado quando seria o valor para comprar um carro assim.



Com o avanço da tecnologia é bem provável que isso aconteça em breve, e não apenas o carro voador como muitas outras coisas que todos nós sonhamos em ter, principalmente ao assistir filmes de ficção que se passam no futuro, são inúmeras coisas que mudarão completamente o nosso jeito de viver.

Vídeo do AeroMobil 3.0

 

Disponível em:http://gafiti.blogspot.com.br/2014/11/o-primeiro-carro-que-consegue-voar-ele.html