sábado, 21 de março de 2026

Sistema Solar ganha novas luas – Júpiter passa de 100, Saturno segue líder

O Sistema Solar acaba de ganhar 15 novas luas, sendo 11 delas em torno de Saturno e quatro orbitando Júpiter

Flavia Correia20/03/2026 

Novas descobertas ao redor dos gigantes gasosos atualizaram o inventário de luas do Sistema Solar. O Minor Planet Center (MPC), responsável por catalogar pequenos objetos celestes, anunciou a confirmação de 15 novos satélites naturais: quatro orbitando Júpiter e 11 em torno de Saturno. 

Com isso, Júpiter passa a ter 101 luas conhecidas, enquanto Saturno amplia a liderança do ranking com 285. O anúncio foi oficializado na segunda-feira (16), após análises orbitais detalhadas.

Além de “Senhor dos Anéis”, Saturno se mantém como “Senhor das Luas”. Crédito: 19 STUDIO – Shutterstock

Esses novos corpos são pequenos, com poucos quilômetros de diâmetro, e pertencem à categoria dos chamados satélites irregulares. Eles orbitam a grandes distâncias de seus planetas, em trajetórias inclinadas e elípticas. Algumas dessas luas se movem no sentido oposto à rotação do planeta, em órbitas chamadas retrógradas. Esse comportamento indica que provavelmente não se formaram junto com o planeta, mas foram capturadas pela gravidade ao longo da história do Sistema Solar, tornando-se parte do seu sistema de satélites.

Luas foram observadas ao longo de anos

As luas de Júpiter confirmadas agora envolvem tanto observações recentes quanto dados antigos. Duas delas já haviam sido registradas em 2011, mas só agora tiveram suas órbitas determinadas com precisão suficiente. Outras foram observadas pela primeira vez em 2018 e 2025. 

O astrônomo amador Cristóvão Jacques, fundador do Observatório SONEAR, em Oliveira (MG), explica por que o processo de oficialização pode ser tão demorado. “A confirmação de uma nova lua não depende apenas de detectá-la uma vez. É necessário acompanhar o objeto por um longo período para determinar sua órbita com precisão e garantir que ele está realmente gravitacionalmente ligado ao planeta, e não apenas passando temporariamente pela região. Esse processo exige múltiplas observações ao longo de meses ou anos, o que naturalmente torna a oficialização mais lenta”.

Das mais de 400 luas existentes no nosso Sistema Solar, apenas três orbitam planetas rochosos. Todas as demais circundam gigantes gasosos, como Júpiter, que agora tem 101 satélites naturais. Crédito: Dotted Yeti – Shutterstock

No caso de Saturno, as 11 novas luas foram identificadas a partir de observações feitas entre 2020 e 2023. Assim como em Júpiter, todas apresentam características típicas de satélites irregulares. Essas descobertas reforçam a complexidade do sistema saturniano e ajudam os cientistas a entender melhor como esses corpos foram capturados e mantidos pela gravidade do planeta.

Novos satélites orbitam Júpiter e Saturno a milhões de km

Por enquanto, as novas luas não têm nomes oficiais e são identificadas por códigos, como S/2011 J 4 ou S/2020 S 45. Nessa nomenclatura, “S/” indica satélite, o ano marca a primeira observação, a letra identifica o planeta e o número corresponde à ordem de registro. Esse sistema é usado até que a confirmação seja consolidada.

Entre as luas recém-catalogadas, a mencionada S/2011 J 4, de Júpiter, orbita o planeta a cerca de 11,1 milhões de quilômetros, completando uma volta em aproximadamente 240 dias. Já S/2020 S 45, de Saturno, está a cerca de 24,2 milhões de quilômetros do gigante dos anéis e leva quase quatro anos para completar sua órbita, movendo-se em sentido retrógrado.

Fonte: https://olhardigital.com.br/2026/03/20/ciencia-e-espaco/jupiter-chega-a-101-luas-saturno-segue-lider-com-muito-mais/

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Nasce uma supernova: Pela primeira vez estrela é flagrada explodindo

Redação do Site Inovação Tecnológica - 13/11/2025

Nasce uma supernova: Estrela é flagrada explodindo pela primeira vez
Esta imagem artística mostra uma estrela transformando-se em uma supernova a cerca de 22 milhões de anos-luz de distância da Terra. Os astrônomos conseguiram capturar a fase inicial da supernova, apenas 26 horas após a explosão, revelando sua verdadeira forma.

Assistindo o nascimento de uma supernova

Os astrônomos desta vez foram muito rápidos, e conseguiram fotografar a morte explosiva de uma estrela praticamente no momento em que a explosão irrompia da superfície da estrela.

É a primeira imagem de um momento tão inicial, revelando a forma da explosão já no dia seguinte à sua ocorrência, o que ajudará a responder a uma série de questões sobre como é que as estrelas massivas explodem, transformando-se em supernovas - até agora só tínhamos as imagens das supernovas anos, ou mesmo séculos, depois que eles ocorreram, quando o material já havia se espalhado por enormes distâncias.

Quando a explosão da supernova SN 2024ggi foi detectada pela primeira vez, na noite de 10 de Abril de 2024, o professor Yi Yang, da Universidade Tsinghua, na China, enviou rapidamente uma proposta de observação ao Observatório Europeu do Sul (ESO). Já no dia seguinte, o ESO apontou o telescópio VLT, instalado no Chile, em direção à supernova, fotografando-a apenas 26 horas após a detecção inicial.

"A geometria de uma explosão de supernova fornece informações fundamentais sobre a evolução estelar e os processos físicos que levam a estes fogos de artifício cósmicos," explicou Yang. Os mecanismos exatos por trás das explosões de estrelas massivas, com mais de oito vezes a massa do Sol, sob a forma de supernovas, continuam a ser debatidos e permanecem uma das questões fundamentais abordadas pelos astrofísicos.

Momentos iniciais da explosão

A SN 2024ggi situa-se na galáxia NGC 3621, na direção da constelação da Hidra, a "apenas" 22 milhões de anos-luz de distância da Terra, o que é próximo em termos astronômicos. Com um grande telescópio e o instrumento certo, a equipe internacional sabia que tinha uma oportunidade rara de desvendar a forma da explosão logo após a sua ocorrência.

A estrela progenitora desta supernova era uma supergigante vermelha, com uma massa 12 a 15 vezes superior à do Sol e um raio 500 vezes maior, o que faz da SN 2024ggi um exemplo clássico de explosão de uma estrela massiva.

"As primeiras observações do VLT capturaram a fase durante a qual a matéria acelerada pela explosão perto do centro da estrela irrompeu pela superfície da estrela. Durante algumas horas, a geometria da estrela e a sua explosão puderam ser, e foram, observadas em conjunto," contou Dietrich Baade, astrônomo do ESO na Alemanha e coautor do estudo.

E os dados coletados já permitem descartar alguns dos atuais modelos que tentam descrever as supernovas, além de adicionar novas informações que podem melhorar outros modelos. "Esta descoberta não só reformula a nossa compreensão das explosões estelares, como também demonstra o que pode ser alcançado quando a ciência transcende fronteiras," afirmou Ferdinando Patat, do ESO. "É uma poderosa lembrança de que a curiosidade, a colaboração e a ação rápida podem desvendar mistérios profundos da física que molda o nosso Universo."

Nasce uma supernova: Estrela é flagrada explodindo pela primeira vez
Foi assim que os astrônomos viram pela primeira vez a supernova, um ponto superbrilhante surgindo de repente em meio a inúmeras outras estrelas distantes.
[Imagem: ESO/Y. Yang et al. - 10.1126/sciadv.adx2925]

Como uma estrela explode?

Sabemos que, durante a sua vida, uma estrela típica mantém a sua forma esférica como resultado de um equilíbrio muito preciso entre a força gravitacional, que tende a comprimi-la, e a pressão do seu motor nuclear, que tende a expandi-la. Quando a sua última fonte de combustível se esgota, o motor nuclear começa a falhar. Para estrelas massivas, isto marca o início da fase de supernova: O núcleo da estrela moribunda entra em colapso, as conchas de massa que o rodeiam caem sobre ele e ricocheteiam. Este choque de richochete propaga-se para o exterior, destruindo a estrela.

Quando o choque irrompe da superfície estelar, são liberadas enormes quantidades de energia - a supernova então brilha de forma dramática, que é quando os astrônomos a detectam. Durante um período de tempo muito curto, a forma inicial da explosão pode ser estudada, antes que a supernova comece a interagir com o material que circunda a estrela moribunda.

Foi isso que os astrônomos conseguiram observar pela primeira vez, utilizando uma técnica chamada espectropolarimetria. "A espectropolarimetria nos dá informações relativas à geometria da explosão que outro tipo de observações não consegue, uma vez que as escalas angulares são demasiado pequenas," contou Lifan Wang, professor da Universidade A&M do Texas, nos EUA.

Apesar de a estrela que explodiu parecer um único ponto, a polarização da sua luz contém pistas ocultas sobre a sua geometria. As partículas de luz (fótons) possuem uma propriedade chamada polarização. Em uma esfera, a forma da maioria das estrelas, a polarização dos fótons individuais cancela-se entre si, o que faz com que a polarização total do objeto seja zero. Quando medem uma polarização diferente de zero, os astrônomos podem usar essa medição para inferir a forma do objeto - estrela ou supernova - que emitiu a luz observada.

Bibliografia:

Artigo: Radio Burst from a Stellar Coronal Mass Ejection
Autores: J. R. Callingham, C. Tasse, R. Keers, R. D. Kavanagh, H. K. Vedantham, P. Zarka, S. Bellotti, P. I. Cristofari, S. Bloot, D. C. Konijn, M. J. Hardcastle, L. Lamy, E. K. Pass, B. J. S. Pope, H. Reid, H. J. A. Röttgering, T. W. Shimwell, P. Zucca
Revista: Science Advances
DOI: 10.1126/sciadv.adx2925

Buracos de minhoca não existem, Big Bang é um portal e o tempo vai e vem, propõem físicos

Enrique Gaztañaga - The Conversation - 

Buracos de minhoca não existem, Big Bang é um portal e o tempo vai e vem, propõem físicos
O termo buraco de minhoca foi cunhado pelo físico John Wheeler na década de 1950, o mesmo que cunhou o termo buraco negro.
Mas em uma nova pesquisa, meus colegas e eu mostramos que a ponte original de Einstein-Rosen aponta para algo muito mais estranho - e mais fundamental - do que um buraco de minhoca.

O quebra-cabeça que Einstein e Rosen estavam tentando resolver nunca foi sobre viagens espaciais, mas sim sobre como os campos quânticos se comportam no espaço-tempo curvo. Interpretada dessa forma, a ponte de Einstein-Rosen funciona como um espelho no espaço-tempo: Uma conexão entre duas flechas microscópicas do tempo.

A mecânica quântica governa a natureza nas menores escalas, como as partículas, enquanto a teoria da relatividade geral de Einstein se aplica à gravidade e ao espaço-tempo. Conciliar as duas continua sendo um dos maiores desafios da física. E, de forma empolgante, nossa reinterpretação pode oferecer um caminho para isso.

Buracos de minhoca não existem, Big Bang é um portal e o tempo vai e vem, propõem físicos
Arte representando um experimento quântico que testou buracos de minhoca atravessáveis.
[Imagem: inqnet/A. Mueller/Caltech]

Uma herança mal compreendida

A interpretação do "buraco de minhoca" surgiu décadas depois do trabalho de Einstein e Rosen, quando físicos especularam sobre a possibilidade de atravessar o espaço-tempo de um lado para o outro, principalmente nas pesquisas do final da década de 1980.

Mas essas mesmas análises também deixaram claro o quão especulativa era a ideia: Dentro da relatividade geral, tal jornada é proibida. A ponte se fecha mais rápido do que a luz consegue atravessá-la, tornando-a intransitável. As pontes de Einstein-Rosen são, portanto, estruturas matemáticas instáveis e inobserváveis, não portais.

Apesar disso, a metáfora do buraco de minhoca floresceu na cultura popular e na física teórica especulativa. A ideia de que buracos negros poderiam conectar regiões distantes do cosmos - ou até mesmo funcionar como máquinas do tempo - inspirou inúmeros artigos, livros e filmes.

Contudo, não há evidências observacionais de buracos de minhoca macroscópicos, nem qualquer razão teórica convincente para esperar que eles surjam dentro da teoria de Einstein. Embora extensões especulativas da física - como formas exóticas de matéria ou modificações da relatividade geral - tenham sido propostas para sustentar tais estruturas, elas permanecem não testadas e altamente conjecturais.

Buracos de minhoca não existem, Big Bang é um portal e o tempo vai e vem, propõem físicos
Espaço de fase do oscilador harmônico invertido representando soluções de energia duplamente degeneradas, positivas e negativas.
[Imagem: Enrique Gaztañaga et al. - 10.1088/1361-6382/ae3044]

Duas flechas do tempo

Nosso trabalho recente revisita o enigma da ponte de Einstein-Rosen usando uma interpretação quântica moderna do tempo, baseada em ideias desenvolvidas por Sravan Kumar e João Marto.

A maioria das leis fundamentais da física não distingue entre passado e futuro, ou entre esquerda e direita. Se o tempo ou o espaço forem invertidos em suas equações, as leis permanecem válidas. Levar essas simetrias a sério conduz a uma interpretação diferente da ponte de Einstein-Rosen.

Em vez de um túnel através do espaço, ela pode ser entendida como dois componentes complementares de um estado quântico. Em um deles, o tempo flui para a frente; no outro, flui para trás a partir de sua posição refletida em um espelho.

Essa simetria não é uma preferência filosófica. Uma vez excluídos os infinitos, a evolução quântica deve permanecer completa e reversível em nível microscópico - mesmo na presença da gravidade.

A "ponte" expressa o fato de que ambos os componentes temporais são necessários para descrever um sistema físico completo. Em situações comuns, os físicos ignoram o componente temporal invertido, escolhendo uma única seta do tempo.

Mas perto de buracos negros, ou em universos em expansão e colapso, ambas as direções devem ser incluídas para uma descrição quântica consistente. É aqui que as pontes de Einstein-Rosen surgem naturalmente.

Buracos de minhoca não existem, Big Bang é um portal e o tempo vai e vem, propõem físicos
Pontes de Einstein-Rosen: "Uma partícula no Universo físico deve ser descrita por uma ponte matemática entre duas camadas do espaço-tempo."
[Imagem: Enrique Gaztañaga et al. - 10.1088/1361-6382/ae3044]

Resolvendo o paradoxo da informação

No nível microscópico, a ponte permite que a informação atravesse o que nos parece um horizonte de eventos - um ponto sem retorno. A informação não desaparece; ela continua evoluindo, mas na direção temporal oposta, espelhada.

Esse arcabouço oferece uma resolução natural para o famoso paradoxo da informação do buraco negro. Em 1974, Stephen Hawking demonstrou que os buracos negros irradiam calor e podem eventualmente evaporar, aparentemente apagando toda a informação sobre o que caiu neles - contradizendo o princípio quântico de que a evolução deve preservar a informação.

O paradoxo emerge apenas se insistirmos em descrever os horizontes usando uma única seta unilateral do tempo extrapolada para o infinito - uma suposição que a própria mecânica quântica não exige.

Se a descrição quântica completa incluir ambas as direções do tempo, nada é verdadeiramente perdido. A informação deixa nossa direção do tempo e reaparece na direção inversa. A completude e a causalidade são preservadas, sem invocar uma nova física exótica.

Essas ideias são difíceis de compreender porque somos seres macroscópicos que experimentam apenas uma direção do tempo. Em escalas cotidianas, a desordem - ou entropia - tende a aumentar. Um estado altamente ordenado evolui naturalmente para um estado desordenado, e nunca o inverso. Isso nos dá uma flecha do tempo.

Mas a mecânica quântica permite comportamentos mais sutis. De modo intrigante, evidências dessa estrutura oculta podem já existir. A radiação cósmica de fundo em micro-ondas - o brilho residual do Big Bang - mostra uma assimetria pequena, porém persistente: Uma preferência por uma orientação espacial em relação à sua imagem espelhada.

Essa anomalia intriga os cosmólogos há duas décadas. Os modelos padrão atribuem a ela uma probabilidade extremamente baixa - a menos que componentes quânticos espelhados sejam incluídos.

Buracos de minhoca não existem, Big Bang é um portal e o tempo vai e vem, propõem físicos
Uma simulação de 4.000 universos pretende solucionar o mistério do Big Bang.
[Imagem: The Institute of Statistical Mathematics/NAOJ]

Ecos de um Universo anterior?

Esse quadro se conecta naturalmente a uma possibilidade mais profunda. O que chamamos de "Big Bang" pode não ter sido o início absoluto, mas um rebote - uma transição quântica entre duas fases da evolução cósmica com o tempo invertido.

Nesse cenário, buracos negros poderiam funcionar como pontes não apenas entre direções temporais, mas entre diferentes épocas cosmológicas. Nosso Universo poderia ser o interior de um buraco negro formado em outro cosmos, o cosmos progenitor. Ele poderia ter-se formado quando uma região fechada do espaço-tempo colapsou, ricocheteou e começou a se expandir como o Universo que observamos hoje.

Se essa imagem estiver correta, ela também oferece uma maneira para as observações confirmarem essa hipótese. Relíquias da fase pré-rebote - como buracos negros menores - poderiam sobreviver à transição e reaparecer em nosso Universo em expansão. Parte da matéria invisível que atribuímos à matéria escura poderia, na verdade, ser composta por tais relíquias.

Nessa perspectiva, o Big Bang evoluiu a partir de condições em uma contração precedente. Buracos de minhoca não são necessários: A ponte é temporal, não espacial - e o Big Bang se torna um portal, não um começo.

Essa reinterpretação das pontes de Einstein-Rosen não oferece atalhos através de galáxias, nem viagens no tempo, nem buracos de minhoca ou hiperespaço da ficção científica. O que ela oferece é muito mais profundo. Ela oferece uma imagem quântica consistente da gravidade, na qual o espaço-tempo incorpora um equilíbrio entre direções opostas do tempo - e onde nosso Universo pode ter tido uma história antes do Big Bang.

Isso não invalida a relatividade de Einstein nem a física quântica - pelo contrário, as complementa. A próxima revolução na física pode não nos levar a viajar mais rápido que a luz, mas poderá revelar que o tempo, nas profundezas do mundo microscópico e em um Universo em constante movimento, flui em ambas as direções.


Enrique Gaztañaga, autor deste artigo, é professor de astrofísica no Instituto de Cosmologia e Gravitação da Universidade de Portsmouth.

Este artigo foi republicado da revista The Conversation sob uma licença Creative Commons. Leia o artigo original

Bibliografia:

Artigo: A new understanding of Einstein-Rosen bridges
Autores: Enrique Gaztañaga, K Sravan Kumar, João Marto
Revista: Classical and Quantum Gravity
Vol.: 43, Number 1
DOI: 10.1088/1361-6382/ae3044