Ainda no ano de 2011, o Sindicato-APEOC reivindicou a seleção pública para professores contratados por tempo determinado, conforme dispõe o capítulo do artigo 4º da Lei Complementar 22.
Confirmando a informação da última audiência entre o Governo do Estado e o Sindicato-APEOC, ocorrida na última quarta-feira (25 jan), a Secretaria da Educação, divulgou o Edital de Seleção de professores temporários nº 001/2012.
A Seleção é para compor Banco de Recursos Humanos de Professores para suprir carências temporárias do corpo docente das Escolas Estaduais nas mais diversas disciplinas.
A remuneração inicial do graduado é de R$ 1.681,12.
A Seleção Pública será realizada pela Coordenadoria de Concursos – CCV, da Universidade Federal do Ceará – UFC e terá taxa de inscrição de R$ 40,00.
A Seleção será composta de duas fases. A primeira fase é de caráter eliminatório e classificatório, composta de duas provas: de conhecimentos básicos e específicos e uma 2ª fase de caráter classificatório, constando de provas de títulos.
O PERIODO DE INSCRIÇÃO é de 02/02/2012 a 22/02/ 2012. REALIZAÇÃO PROVAS OBJETIVAS 11/03/2012. RESULTADO AVALIAÇÃO DOS TÍTULOS 29/03/2012.
A HOMOLOGAÇÃO RESULTADO FINAL DO CONCURSO, segundo a SEDUC, será no dia 30/03/2012.
O Sindicato-APEOC orienta a todos os professores que desejam a contratação temporária a se inscreverem.
Fonte: Apeoc
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
Investimento no professor Diretor do Instituto Nacional de Educação de Cingapura aponta valorização docente como uma das ações responsáveis pela melhoria da qualidade do ensino em seu país
Até 1965, ano em que Cingapura, um pequeno país localizado no sudeste da Ásia, deixou de ser colônia britânica, nada foi feito em prol da educação. Pelo contrário: a população amargava índices altos de analfabetismo e desemprego. Em 46 anos, o cenário mudou. O sistema de ensino de Cingapura é conhecido hoje como um dos melhores no mundo. Entre os países que participaram do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) em 2009, Cingapura está em quinto lugar em leitura, segundo lugar em matemática e quarto lugar em ciências. Para avançar na qualidade de ensino, o país investiu fortemente na capacitação de professores, que é realizada pelo Instituto Nacional de Educação de Cingapura, órgão ligado ao Ministério da Educação. Sob o comando de Lee Sing Kong, 57 anos, o Instituto treina professores para ensinar estudantes desde o ensino fundamental até o ensino médio. Em entrevista concedida à editoraBeatriz Rey , Lee, que é horticultor e professor de Ciências Biológicas da Universidade Tecnológica de Nanyang, conta a história da reforma educacional e explica como são estruturados os cursos de formação. Além disso, defende a necessidade de recrutar docentes que dominem as disciplinas que lecionam. "Como um professor de matemática pode ensinar a disciplina sem conhecê-la?", questiona. O diretor esteve em São Paulo por ocasião do evento "Escola de Alto Desempenho - II Seminário Internacional de Práticas Inovadoras para a Educação", promovido em abril pela Vitae Futurekids - Planeta Educação.
O sr. poderia nos contar sobre a reforma educacional realizada em seu país?
Somos uma nação jovem sem muitos recursos naturais. Nosso único capital é o humano. Em 1965, a taxa de alfabetização era muito baixa e o índice de desemprego, muito grande. Naquele momento, a prioridade era a alfabetização, porque as pessoas precisavam adquirir habilidades para serem contratadas. Na primeira fase da reforma (1965-1979), nós estávamos tentando sobreviver como nação. Já na década de 80, era preciso fazer com que o país crescesse. Por isso, decidimos convidar empresas internacionais para que investissem em Cingapura. Foi uma fase altamente industrializada. Nesse período, a demanda não era só por pessoas alfabetizadas, mas que também dominassem conhecimentos e habilidades técnicas. Entretanto, precisávamos resolver outro problema, já identificado nos anos 60: a alta taxa de evasão. Descobrimos que mais de 10% dos alunos não completavam dez anos de escolaridade. Como a população é pequena, o percentual é considerável. Percebemos, então, que os alunos tinham ritmos diferentes de estudo. Se você coloca todos na mesma sala, os mais lentos ficam desmotivados e acabam deixando a escola. Optamos por encaminhar os estudantes a grupos diferentes. Aqueles que são muito bons seguem para escolas tradicionais, com programas mais autônomos. Os alunos mais lentos são designados para escolas específicas, onde podem ser beneficiados com um currículo mais customizado e cuja base são atividades práticas. Essa estrutura foi adaptada a todas as etapas educacionais.
Mas não se cria um estigma com essa separação?
As pessoas pensavam que seria o caso. Na realidade, a divisão dá ao professor a chance de adotar tipos diferentes de ensino. Os mais rápidos podem seguir num ritmo normal. Para os mais lentos, oferecemos atividades específicas. Não há um estímulo apenas intelectual, mas também da prática, porque eles aprendem quando fazem. Um exemplo: o professor desse tipo de escola descobre que um grupo de alunos adora andar de esqui. Se ele diz que a velocidade é o tempo sobre o espaço, os estudantes entendem o que ele quer dizer. O docente, então, os leva para andar de esqui e pede a eles que meçam a distância e o tempo que andaram. Por fim, explica o conceito de velocidade. O fato de eles terem participado da experiência faz com que aprendam. Não são alunos que não podem aprender. Eles podem, mas precisam de atividades diferenciadas. A política de estabelecer diferentes "fluxos" de ensino fez com que a taxa de evasão caísse para quase zero.
E qual é a terceira fase da reforma?
O mundo mudou de uma economia de base industrial para uma economia cuja base é o conhecimento. Nesse novo cenário, a aplicação do conhecimento pode gerar valor. O governo passou a olhar para o potencial de cada criança. De 1996 até hoje, temos a educação voltada para as habilidades, ou seja, identificamos e desenvolvemos as habilidades de cada criança. Há um incentivo para que elas pensem, sejam curiosas e tenham oportunidades de mostrar seus talentos. Se o aluno é muito bom em artes, haverá aulas da disciplina disponíveis para ele, além do currículo básico. Os alunos são estimulados a sair do processo de aquisição do conhecimento para o de inovação.
Um dos pilares da reforma foi a instituição do respeito social ao docente. Como ele foi construído?
Na Finlândia e na Coreia, esse respeito é cultural. Naqueles países, a sociedade tem essa postura porque acredita que os professores são pessoas honradas e importantes para o desenvolvimento da criança. Como Cingapura é uma nação recente, o respeito não era grande no começo dos anos 90. A docência era uma das profissões menos escolhidas por quem se formava no ensino médio. O governo imediatamente reconheceu que a educação não alcançaria progressos sem bons professores nas salas de aula. Era necessário atrair os melhores candidatos e dar a eles formação mais consistente. Para começar, o salário do professor iniciante foi equiparado ao de engenheiros e contadores em começo de carreira.
Quanto ganha um professor iniciante?
O valor não faz diferença. É a mensagem que importa: ser professor é tão importante quanto ser engenheiro. O segundo passo foi investir na carreira docente. Hoje, há quatro etapas de carreira para o professor que leciona em sala de aula: inicial, sênior, líder e master . O master pode ganhar tanto quanto um vice-diretor. O governo também identificou que há professores bons em desenho de currículo e avaliações. Agora, eles podem ser promovidos para atuar nessas áreas. Além disso, os professores que têm talento podem ser diretores ou vice-diretores. O último passo para criar o respeito foi esclarecer o significado da profissão porque a sociedade não entendia o que um professor fazia. Sabíamos que ele acordava, dava aula e voltava para casa. Nós definimos seu papel e contribuição social, que se resumem em uma frase: o professor molda o futuro da nação, porque as crianças são justamente o futuro do país. Quão mais nobre uma profissão pode ser? Mas também era preciso fazer com que as pessoas soubessem mais sobre o trabalho deles. Passamos a divulgar mais pesquisas e relatórios para a imprensa. O objetivo era fazer com que esses profissionais fossem vistos com bons olhos. Por exemplo: se nossos professores produzem um novo modelo de ensino para crianças com necessidades especiais, enviamos material sobre isso à mídia. Há dois anos, foi feita uma pesquisa com a população para descobrir qual profissão contribuía mais com a construção da nação - a docência foi eleita a primeira. Além disso, o número de candidatos por vaga no Instituto Nacional de Educação de Cingapura aumentou. Em 1991, tínhamos 6 vagas para 4 candidatos. Nesse ano, tenho uma vaga para 5 candidatos.
Vocês utilizaram a política de bonificação por desempenho para melhorar a carreira docente?
Não há por que usar a bonificação por desempenho ou o ranking. Se você olhar os melhores sistemas educacionais do mundo (a consultoria McKinsey já fez isso) e questionar os fatores que causaram esse sucesso, chegará a três conclusões. Em primeiro lugar, a qualificação de professores e diretores é alta. A qualidade do sistema educacional não pode exceder a de seus professores. A segunda conclusão é o impacto do ensino em sala de aula - se o professor ensina bem, o desempenho dos alunos será bom. Por último, é preciso estabelecer os objetivos educacionais em questão. Se você quiser iniciar uma viagem, precisa saber para onde está indo. O aluno deve ter clareza sobre aonde a educação o levará. Mas eu diria que a chave é ter bons professores e diretores - são eles os responsáveis pelo funcionamento de toda a rede.
Quais os caminhos para quem deseja ser professor em Cingapura?
Um aluno do ensino médio que ainda não se decidiu pela carreira docente vai à universidade e escolhe uma área para estudar, como biologia. Caso ele posteriormente opte pela docência, deve se candidatar a uma vaga no Instituto Nacional de Educação de Cingapura. O processo seletivo envolve dois critérios: aptidão e demanda. Os candidatos participam de entrevistas com educadores experientes, que os questionam: você gosta de interagir com crianças? Por que você escolheu ser um professor? Além disso, levamos em consideração as diferentes demandas das escolas. Se há maior necessidade por professores de matemática, essa é a preferência. Os selecionados participam de um treinamento de um ano no Instituto. Se um aluno do ensino médio já decidiu que quer ser professor logo no início, ele participa de um processo de seleção no mesmo órgão. Será analisado em quais disciplinas o aluno teve as melhores notas, para que ele já seja direcionado a uma área em que pode lecionar futuramente. O curso dura quatro anos e dá um diploma de bacharelado em educação.
Como o currículo do bacharelado em educação é construído?
Nosso modelo de ensino é chamado de "modelo VHC". O "V" é para valores, o "H" é para habilidades e o "C", conhecimento. Um dos valores que incutimos nos professores durante a formação é: "eu acredito que toda criança pode aprender". Com essa perspectiva, o docente não vai negligenciar aqueles que demoram em aprender. Pelo contrário: vai buscar uma abordagem pedagógica diferente, que se encaixe com o perfil deles. Da mesma maneira, o aluno no Instituto é equipado com diversas metodologias de ensino, inclusive as habilidades tecnológicas, para que eles usem a tecnologia no momento certo. A ideia é que ele chegue à escola, encontre um perfil específico de aluno e saiba o que fazer. O docente também precisa dominar seu objeto de ensino. Como um professor de matemática pode ensinar a disciplina sem conhecê-la? Então, há aulas para as disciplinas específicas. Há um outro componente no currículo chamado de "estudos educacionais", que trata de psicologia e educação. O objetivo é ajudar os futuros docentes a entender os perfis diferentes de alunos. Por último, há a prática, feita em parceria com as escolas. Se um aluno passa um ano conosco, será obrigado a ficar dez semanas dentro de sala de aula.
Por que isso é tão importante?
É preciso fazer um balanço entre teoria e prática. Isto é, se você tem todas as teorias, sabe os porquês, mas não sabe como trabalhar. Nas escolas, os professores mais experientes supervisionam aqueles que estão em período de aprendizagem. Quando um estagiário ensina de uma maneira inadequada, o mais experiente o orientará. É dessa maneira que formamos um professor confiante. Quando ele entrar em uma escola, a sala de aula não será nova para ele.
Qual a postura do governo em relação aos professores considerados ineficientes?
Se você leciona em uma de nossas escolas, é avaliado pelo diretor e por departamentos responsáveis. Essa avaliação não é feita com base em um teste; há uma série de critérios, como o nível de formação. O Ministério oferece diversas oportunidades de desenvolvimento. Se em três anos o professor não apresentar melhoras, é melhor que se vá. Ele é demitido.
O sr. poderia nos contar sobre a reforma educacional realizada em seu país?
Somos uma nação jovem sem muitos recursos naturais. Nosso único capital é o humano. Em 1965, a taxa de alfabetização era muito baixa e o índice de desemprego, muito grande. Naquele momento, a prioridade era a alfabetização, porque as pessoas precisavam adquirir habilidades para serem contratadas. Na primeira fase da reforma (1965-1979), nós estávamos tentando sobreviver como nação. Já na década de 80, era preciso fazer com que o país crescesse. Por isso, decidimos convidar empresas internacionais para que investissem em Cingapura. Foi uma fase altamente industrializada. Nesse período, a demanda não era só por pessoas alfabetizadas, mas que também dominassem conhecimentos e habilidades técnicas. Entretanto, precisávamos resolver outro problema, já identificado nos anos 60: a alta taxa de evasão. Descobrimos que mais de 10% dos alunos não completavam dez anos de escolaridade. Como a população é pequena, o percentual é considerável. Percebemos, então, que os alunos tinham ritmos diferentes de estudo. Se você coloca todos na mesma sala, os mais lentos ficam desmotivados e acabam deixando a escola. Optamos por encaminhar os estudantes a grupos diferentes. Aqueles que são muito bons seguem para escolas tradicionais, com programas mais autônomos. Os alunos mais lentos são designados para escolas específicas, onde podem ser beneficiados com um currículo mais customizado e cuja base são atividades práticas. Essa estrutura foi adaptada a todas as etapas educacionais.
Mas não se cria um estigma com essa separação?
As pessoas pensavam que seria o caso. Na realidade, a divisão dá ao professor a chance de adotar tipos diferentes de ensino. Os mais rápidos podem seguir num ritmo normal. Para os mais lentos, oferecemos atividades específicas. Não há um estímulo apenas intelectual, mas também da prática, porque eles aprendem quando fazem. Um exemplo: o professor desse tipo de escola descobre que um grupo de alunos adora andar de esqui. Se ele diz que a velocidade é o tempo sobre o espaço, os estudantes entendem o que ele quer dizer. O docente, então, os leva para andar de esqui e pede a eles que meçam a distância e o tempo que andaram. Por fim, explica o conceito de velocidade. O fato de eles terem participado da experiência faz com que aprendam. Não são alunos que não podem aprender. Eles podem, mas precisam de atividades diferenciadas. A política de estabelecer diferentes "fluxos" de ensino fez com que a taxa de evasão caísse para quase zero.
E qual é a terceira fase da reforma?
O mundo mudou de uma economia de base industrial para uma economia cuja base é o conhecimento. Nesse novo cenário, a aplicação do conhecimento pode gerar valor. O governo passou a olhar para o potencial de cada criança. De 1996 até hoje, temos a educação voltada para as habilidades, ou seja, identificamos e desenvolvemos as habilidades de cada criança. Há um incentivo para que elas pensem, sejam curiosas e tenham oportunidades de mostrar seus talentos. Se o aluno é muito bom em artes, haverá aulas da disciplina disponíveis para ele, além do currículo básico. Os alunos são estimulados a sair do processo de aquisição do conhecimento para o de inovação.
Um dos pilares da reforma foi a instituição do respeito social ao docente. Como ele foi construído?
Na Finlândia e na Coreia, esse respeito é cultural. Naqueles países, a sociedade tem essa postura porque acredita que os professores são pessoas honradas e importantes para o desenvolvimento da criança. Como Cingapura é uma nação recente, o respeito não era grande no começo dos anos 90. A docência era uma das profissões menos escolhidas por quem se formava no ensino médio. O governo imediatamente reconheceu que a educação não alcançaria progressos sem bons professores nas salas de aula. Era necessário atrair os melhores candidatos e dar a eles formação mais consistente. Para começar, o salário do professor iniciante foi equiparado ao de engenheiros e contadores em começo de carreira.
Quanto ganha um professor iniciante?
O valor não faz diferença. É a mensagem que importa: ser professor é tão importante quanto ser engenheiro. O segundo passo foi investir na carreira docente. Hoje, há quatro etapas de carreira para o professor que leciona em sala de aula: inicial, sênior, líder e master . O master pode ganhar tanto quanto um vice-diretor. O governo também identificou que há professores bons em desenho de currículo e avaliações. Agora, eles podem ser promovidos para atuar nessas áreas. Além disso, os professores que têm talento podem ser diretores ou vice-diretores. O último passo para criar o respeito foi esclarecer o significado da profissão porque a sociedade não entendia o que um professor fazia. Sabíamos que ele acordava, dava aula e voltava para casa. Nós definimos seu papel e contribuição social, que se resumem em uma frase: o professor molda o futuro da nação, porque as crianças são justamente o futuro do país. Quão mais nobre uma profissão pode ser? Mas também era preciso fazer com que as pessoas soubessem mais sobre o trabalho deles. Passamos a divulgar mais pesquisas e relatórios para a imprensa. O objetivo era fazer com que esses profissionais fossem vistos com bons olhos. Por exemplo: se nossos professores produzem um novo modelo de ensino para crianças com necessidades especiais, enviamos material sobre isso à mídia. Há dois anos, foi feita uma pesquisa com a população para descobrir qual profissão contribuía mais com a construção da nação - a docência foi eleita a primeira. Além disso, o número de candidatos por vaga no Instituto Nacional de Educação de Cingapura aumentou. Em 1991, tínhamos 6 vagas para 4 candidatos. Nesse ano, tenho uma vaga para 5 candidatos.
Vocês utilizaram a política de bonificação por desempenho para melhorar a carreira docente?
Não há por que usar a bonificação por desempenho ou o ranking. Se você olhar os melhores sistemas educacionais do mundo (a consultoria McKinsey já fez isso) e questionar os fatores que causaram esse sucesso, chegará a três conclusões. Em primeiro lugar, a qualificação de professores e diretores é alta. A qualidade do sistema educacional não pode exceder a de seus professores. A segunda conclusão é o impacto do ensino em sala de aula - se o professor ensina bem, o desempenho dos alunos será bom. Por último, é preciso estabelecer os objetivos educacionais em questão. Se você quiser iniciar uma viagem, precisa saber para onde está indo. O aluno deve ter clareza sobre aonde a educação o levará. Mas eu diria que a chave é ter bons professores e diretores - são eles os responsáveis pelo funcionamento de toda a rede.
Quais os caminhos para quem deseja ser professor em Cingapura?
Um aluno do ensino médio que ainda não se decidiu pela carreira docente vai à universidade e escolhe uma área para estudar, como biologia. Caso ele posteriormente opte pela docência, deve se candidatar a uma vaga no Instituto Nacional de Educação de Cingapura. O processo seletivo envolve dois critérios: aptidão e demanda. Os candidatos participam de entrevistas com educadores experientes, que os questionam: você gosta de interagir com crianças? Por que você escolheu ser um professor? Além disso, levamos em consideração as diferentes demandas das escolas. Se há maior necessidade por professores de matemática, essa é a preferência. Os selecionados participam de um treinamento de um ano no Instituto. Se um aluno do ensino médio já decidiu que quer ser professor logo no início, ele participa de um processo de seleção no mesmo órgão. Será analisado em quais disciplinas o aluno teve as melhores notas, para que ele já seja direcionado a uma área em que pode lecionar futuramente. O curso dura quatro anos e dá um diploma de bacharelado em educação.
Como o currículo do bacharelado em educação é construído?
Nosso modelo de ensino é chamado de "modelo VHC". O "V" é para valores, o "H" é para habilidades e o "C", conhecimento. Um dos valores que incutimos nos professores durante a formação é: "eu acredito que toda criança pode aprender". Com essa perspectiva, o docente não vai negligenciar aqueles que demoram em aprender. Pelo contrário: vai buscar uma abordagem pedagógica diferente, que se encaixe com o perfil deles. Da mesma maneira, o aluno no Instituto é equipado com diversas metodologias de ensino, inclusive as habilidades tecnológicas, para que eles usem a tecnologia no momento certo. A ideia é que ele chegue à escola, encontre um perfil específico de aluno e saiba o que fazer. O docente também precisa dominar seu objeto de ensino. Como um professor de matemática pode ensinar a disciplina sem conhecê-la? Então, há aulas para as disciplinas específicas. Há um outro componente no currículo chamado de "estudos educacionais", que trata de psicologia e educação. O objetivo é ajudar os futuros docentes a entender os perfis diferentes de alunos. Por último, há a prática, feita em parceria com as escolas. Se um aluno passa um ano conosco, será obrigado a ficar dez semanas dentro de sala de aula.
Por que isso é tão importante?
É preciso fazer um balanço entre teoria e prática. Isto é, se você tem todas as teorias, sabe os porquês, mas não sabe como trabalhar. Nas escolas, os professores mais experientes supervisionam aqueles que estão em período de aprendizagem. Quando um estagiário ensina de uma maneira inadequada, o mais experiente o orientará. É dessa maneira que formamos um professor confiante. Quando ele entrar em uma escola, a sala de aula não será nova para ele.
Qual a postura do governo em relação aos professores considerados ineficientes?
Se você leciona em uma de nossas escolas, é avaliado pelo diretor e por departamentos responsáveis. Essa avaliação não é feita com base em um teste; há uma série de critérios, como o nível de formação. O Ministério oferece diversas oportunidades de desenvolvimento. Se em três anos o professor não apresentar melhoras, é melhor que se vá. Ele é demitido.
Fonte: Revista Educação
sábado, 28 de janeiro de 2012
Informe Reunião: Seleção Pública de Provas e Títulos
Uma informação importante é referente ao processo de Seleção Pública de Provas e Títulos para professores temporários da rede estadual que será divulgada nos próximos dias. Organizada pela Universidade Federal do Ceará (UFC), está prevista para acontecer nos meses de fevereiro e março próximos, enquanto a contratação acontecerá em abril.
A contratação terá como objetivo suprir as carências temporárias da rede estadual decorrentes de licenças saúde, gestante, para interesse particular, formação profissional e implantação de projetos educacionais.
Assessoria de Comunicação da Secretaria da Educação
imprensa@seduc.ce.gov.br
http://www.crede05.seduc.ce.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=496:informe-reuniao-selecao-publica-de-provas-e-titulos-&catid=14:lista-de-noticias&Itemid=81
A contratação terá como objetivo suprir as carências temporárias da rede estadual decorrentes de licenças saúde, gestante, para interesse particular, formação profissional e implantação de projetos educacionais.
Assessoria de Comunicação da Secretaria da Educação
imprensa@seduc.ce.gov.br
http://www.crede05.seduc.ce.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=496:informe-reuniao-selecao-publica-de-provas-e-titulos-&catid=14:lista-de-noticias&Itemid=81
Rato-robô com cérebro de macaco sente o mundo ao seu redor
Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/01/2012
As informações coletadas pelos bigodes, que se movem e vibram, alimentam o cérebro virtual, baseado no funcionamento real de cérebros de macaco.[Imagem: Nathan Lepora]
Percepção robótica
O aspirador de pó robotizado Roomba é o maior sucesso comercial da robótica doméstica até hoje.
É necessário acrescentar que ele é oúnico sucesso comercial da tão promissora robótica pessoal até hoje.
Os usuários gostam tanto dele que lhe dão nome, tratam-no como se fosse um mascote e fazem clubes de amigos dos seus robôs-limpadores-automatizados.
Cientistas ingleses não apenas embarcaram na onda, como também mostraram que esses robôs aspiradores de pó podem ser bem mais inteligentes e mais interativos.
Para isso, basta implantar bigodes de rato e um cérebro de macaco em um Roomba, dando-lhe um nível totalmente novo de "percepção robótica".
Próteses para robôs
É claro que os bigodes de rato são "próteses robóticas", compostos de fios ligados a sensores, e o cérebro de macaco é um cérebro virtual, um programa de computador, para ser mais claro.
Mas os resultados prometem deixar os donos de robôs domésticos ainda mais certos de que suas engenhocas são mesmo mascotes "vivos".
A equipe do professor Tony Prescott, da Universidade de Sheffield, já havia criado um rato-robô, onde foram aprimorados os bigodes sensoriais artificiais.
Como desenvolver a mecatrônica de um robô é complicado e caro, os pesquisadores deixaram de lado suas feias ratazanas robóticas e adotaram um Roomba.
O cérebro artificial foi desenvolvido criando um modelo matemático a partir dos padrões registrados no cérebro de macacos conforme eles faziam tarefas determinadas.
Devidamente acostumado com seus implantes, o robô agora não apenas limpa o chão, como também é capaz de reconhecer diferentes texturas da superfície, de pisos frios até os carpetes mais macios.
O robô com cérebro de macaco e bigodes de rato poderá ser útil para auxiliar na exploração de zonas atingidas por desastres. [Imagem: University of Sheffield]
Hipóteses biológicas
Segundo os cientistas, com seu novo cérebro, devidamente alimentado com os dados sensoriais dos seus bigodes, o Roomba é capaz de tomar decisões melhores do que qualquer outro método testado antes.
"Os animais superam de longe os robôs atuais em suas capacidades perceptuais. Usando técnicas de como o cérebro percebe o mundo, nós queremos desenvolver métodos para a percepção robótica que permitirá aos robôs interagir com o mundo de forma aprimorada," disse Nathan Lepora, responsável pelos "implantes".
A pesquisa também sugere que ratos e seus bigodes, devidamente munidos de um cérebro de macaco, conseguem reconhecer melhor os objetos e decidir melhor o que fazer com essa percepção.
"Este estudo em particular é voltado principalmente para testar hipóteses biológicas em robôs, em particular as teorias de tomada de decisão desenvolvidas com a gravação de informações do córtex visual dos macacos," explica o pesquisador.
Carinhos e socorro
O próximo passo do projeto será generalizar essas conclusões, dando ao robô outras sensações táteis além da textura, como formato dos objetos e sua posição em relação ao robô.
Nesse ritmo, os donos do Roomba logo poderão contar com novas gerações de robôs que demonstrem ficar felizes quando recebem carícias.
Já os pesquisadores estão mais interessados em aplicar o desenvolvimento na construção de robôs que possam entrar em ambientes desconhecidos para a realização de resgates em casos de acidentes.
É por isso que eles apostam nos bigodes de rato, que podem sentir o ambiente no escuro de forma mais simples e mais segura.
Fonte: Inovação Tecnológica
NASA flagra cometa caindo no Sol
Redação do Site Inovação Tecnológica - 20/01/2012
O cometa C/2011 N3 estava viajando a cerca de 650 quilômetros por segundo, e conseguiu chegar a 100 mil quilômetros da superfície do Sol antes de evaporar.[Imagem: SOHO (ESA/NASA)]
Mergulho do cometa no Sol
Um cometa foi flagrado fazendo algo que nunca havia sido visto ao vivo antes: dando seu mergulho mortal rumo ao Sol.
Que cometas encontram seu destino final assim não é nenhuma surpresa - mas a chance de ver isto acontecendo em primeira mão surpreendeu até mesmo os observadores de cometa mais experientes.
"Os cometas geralmente são tênues demais para serem observados no brilho da luz do Sol", explica Dean Pesnell, da NASA.
Cometa brilhante
Mas a sonda SDO (Solar Dynamic Observatory), a mesma que descobriu o Efeito Borboleta atuando no Sol, conseguiu a proeza.
O golpe de sorte ocorreu graças ao mergulho de um cometa ultra brilhante, de um grupo conhecido como cometas Kreutz.
O cometa pode ser visto claramente movendo-se no lado direito do Sol, desaparecendo 20 minutos mais tarde, conforme se evapora com o calor escaldante.
Tamanho dos cometas
O filme é mais do que uma mera curiosidade.
Conforme detalhado em um artigo na revista Science, publicado hoje, acompanhar a morte de um cometa fornece um novo modo de calcular o tamanho e a massa de um cometa.
Fazendo as contas, os astrônomos descobriram que o finado cometa tinha algo entre 45 e 90 metros de comprimento, e uma massa similar à de um porta-aviões.
Nas imagens da sonda SDO, o cometa estava viajando a cerca de 650 quilômetros por segundo, e conseguiu chegar a 100 mil quilômetros da superfície do Sol antes de evaporar.
Antes de sua "cremação", nos últimos 20 minutos de sua existência, quando foi visível pela SDO, o cometa tinha cerca de 45 milhões de quilogramas.
Ele então se dividiu em uma dúzia de pedaços grandes, com tamanhos entre 10 e 50 metros, incorporados em um "envoltório" - a nuvem difusa em torno do cometa - de aproximadamente 1.400 quilômetros de diâmetro, seguido por uma cauda brilhante de cerca de 16 mil quilômetros de comprimento.
Fonte: Inovação Tecnológica
Teoria radical explica origem, evolução e natureza da vida
Baseado em artigo de Jessica Studeny - 28/01/2012
Para a nova teoria, os pilares da criação são mecanismos guiados por leis naturais, das quais a vida é uma parte imanente e pervasiva.[Imagem: NASA]
Unificação do conhecimento
A Terra é viva, propõe uma nova e revolucionária teoria científica da vida.
A proposta está sendo feita por Erik Andrulis, professor de biologia molecular e microbiologia da Universidade Case Western, nos Estados Unidos.
O cientista desenvolveu um modelo que pretende nada menos do que unificar a física, a química e a biologia.
A teoria trans-disciplinar demonstra que objetos supostamente inanimados e não-vivos - por exemplo, planetas, a água, as proteínas e o DNA - são na verdade animados, ou seja, vivos.
Com o seu amplo poder explicativo, aplicável a todas as áreas da ciência e da medicina, este novo paradigma pretende catalisar um verdadeiro Renascimento.
Erik Andrulis adiantou seu controverso arcabouço teórico no manuscrito "Teoria da Origem, Evolução e Natureza da Vida", publicado no jornal científico Life, que é revisado pelos pares - ou seja, outros cientistas acataram a proposta como, no mínimo, digna de ser lida.
Emergência da vida no Universo
A teoria explica não só a emergência evolutiva da vida na Terra e no Universo, como também a estrutura e a função desde as células até as biosferas.
Além de resolver paradoxos e enigmas que têm persistido na química e na biologia, a teoria do Dr. Andrulis unifica a mecânica quântica e a mecânica celestial.
Sua solução nada ortodoxa para este problema quintessencial na física difere das abordagens tradicionais, como a teoria das cordas - para Andrulis, a solução é simples, não-matemática, e experimentalmente e experiencialmente verificável.
Como tal, o novo retrato da gravidade quântica é radical.
Dr. Erik D. Andrulis, autor da nova Teoria da Origem, Evolução e Natureza da Vida. [Imagem: Case Western]
Redemoinho da vida
A ideia básica da teoria do Dr. Andrulis é que toda a realidade física pode ser modelada por uma única entidade geométrica, com características de vida: o redemoinho, ou giro.
O chamado "giromodelo" retrata objetos-partícula, átomos, compostos químicos, moléculas e células, como pacotes quantizados de energia e matéria que oscilam ciclicamente entre estados fundamentais (não-excitados) e animados (excitados) em torno de uma singularidade, o centro do giromodelo.
Uma singularidade é ela própria modelada como um giro, totalmente compatível com a natureza termodinâmica e fractal da vida. Um exemplo dessa organização aninhada, auto-similar, pode ser encontrado nas bonecas russas Matryoshka.
Leis da natureza
Ajustando o giromodelo para fatos acumulados ao longo da história científica, o Dr. Andrulis confirma a existência, proposta por sua teoria, de oito leis da natureza.
Uma delas, a lei natural da unidade, decreta que a célula viva e qualquer parte do universo visível são irredutíveis.
Esta lei estabelece formalmente que não há uma realidade física.
Outra lei natural determina que os reinos atômico e cósmico obedecem a restrições organizacionais idêntica - simplificando, os átomos do corpo humano e os sistemas solares no Universo movem-se e comportam-se exatamente da mesma maneira.
O novo paradigma oferece uma fundamentação teórica à premissa de Gaia, de James Lovelock. [Imagem: U.C.Riverside]
Teoria da vida
"A ciência moderna não tem uma teoria da vida interdisciplinar, unificante. Em outras palavras, as teorias atuais são incapazes de explicar por que a vida é do jeito que é, e não de outra forma," diz o Dr. Andrulis.
"Este paradigma geral fornece uma perspectiva nova e estimulante sobre o caráter e o sentido da vida, oferece soluções para problemas que persistem [nas teorias atuais] e se esforça para acabar com os debates desagregadores," completa.
Um desses debates gira em torno do mérito científico da popular hipótese de Gaia, de James Lovelock.
Ao mostrar que a Terra é teoricamente sinônimo de vida, o paradigma do Dr. Andrulis fundamenta a premissa de Gaia de que todos os organismos e seu ambiente na Terra estão intimamente integrados para formar um único e complexo sistema auto-regulador.
Outra briga lendária é a que persiste entre os criacionistas bíblicos e os evolucionistas neo-darwinistas.
Ao demonstrar que a origem e a evolução da vida são consequências de leis naturais e forças físicas, a nova teoria sintetiza argumentos e desconstrói suposições de ambos os lados do debate criação-evolução.
Equilíbrio
Para testar seu paradigma, o Dr. Andrulis projetou diagramas bidirecionais de fluxo que tanto descrevem quanto preveem a dinâmica da energia e da matéria.
Embora tais diagramas possam ser estranhos para alguns cientistas, eles usam a notação das reações que é clássica para os químicos, bioquímicos e biólogos.
O texto completo do artigo Teoria da Origem, Evolução e Natureza da Vida está disponível em inglês.
Como ocorre com todas as novas teorias, a única coisa possível de adiantar com relação à proposta do Dr. Andrulis é que ela suscitará debates apaixonados - e paixões quase nunca levam a primeiros comportamentos equilibrados.
Fonte: Inovação Tecnológica
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Dilma diz que não há limite para investimento em educação
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Dilma lembrou que quando era ministra da Casa Civil do governo de Lula, acostumou-se a ver as portas sempre abertas para o ministro da Educação, Fernando Haddad, e que vai adotar a mesma postura no seu governo.
"Quando tínhamos que discutir com o presidente a criação e a interiorização de universidades, a criação de escolas técnicas e a criação de institutos federais de tecnologia era a coisa mais fácil que tinha porque sempre a porta para Fernando Haddad estava aberta. Sempre não tinha limite para investimento, e que nós, Casa Civil e Planejamento, tínhamos que nos conformar porque era assim a regra do jogo", declarou.
A presidenta aproveitou para dizer ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que a sua intenção é manter a mesma política. "Eu quero informar ao Guido que eu aprendi muito com o presidente Lula", disse Dilma arrancando risadas dos presentes. "Eu continuo o mesmo projeto porque eu sei que é isso que transformará o Brasil", completou, atribuindo a Lula a iniciativa de democratizar o acesso à educação no país.
A presidenta aproveitou para dizer ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que a sua intenção é manter a mesma política. "Eu quero informar ao Guido que eu aprendi muito com o presidente Lula", disse Dilma arrancando risadas dos presentes. "Eu continuo o mesmo projeto porque eu sei que é isso que transformará o Brasil", completou, atribuindo a Lula a iniciativa de democratizar o acesso à educação no país.
Em uma cerimônia marcada pelo tom emocional, a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva emocionou a todos. Sem cabelos, por causa do tratamento de radioterapia contra um câncer de laringe, Lula, usando um chapéu preto, sem gravata, desceu a rampa interna do Palácio do Planalto, que liga o gabinete da Presidência, no terceiro andar, ao Salão Nobre, segundo andar, onde ocorreu a cerimônia.
Em seu discurso, a presidenta, mais uma vez, defendeu o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) principal foco de críticas ao governo devido aos vazamentos e problemas na execução das provas. "Não estou aqui fazendo a defesa do Enem por nenhum princípio de teimosia, mas é porque ao fazê-lo, estou defendendo o ProUni, o Reune e o Ciência sem Fronteira", completou a presidenta referindo-se aos projetos do governo para qualificação de mão de obra e de desenvolvimento de tecnologia. Para Dilma Rousseff, sem o Enem seria impossível fazer a seleção dos beneficiados pelos programas. O vestibular, de acordo com a presidenta, não seria adequado por sua característica adotar critérios díspares.
Na avaliação de Dilma, os problemas que surgiram durante a execução do Enem resultam da própria dimensão do programa. "Nenhum de nós é soberbo de achar que um projeto que se faz nasce perfeito. Ele precisa de um teste da realidade. Ele precisa da tentativa e erro. Agora, há que reconhecer, que um projeto que abrange milhões de pessoas, é inevitável que nos primeiros tempos ocorra alguns desvios. Esses desvios nós temos a humildade de reconhecer e de corrigir. Quem não é capaz de fazer isso não faz uma boa gestão", disse.
Em despedida, Haddad evita falar de polêmicas de sua gestão
Em seu discurso de despedida do Ministério da Educação Fernando Haddad evitou tocar em temas delicados de sua gestão e optou por enaltecer o "legado" dos governos Lula e Dilma Rousseff.
Em uma fala na qual embargou a voz por duas vezes, Haddad não falou sobre Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) nem fez referência ao seu novo desafio político que é concorrer à Prefeitura de São Paulo.
Em seu discurso de despedida do Ministério da Educação Fernando Haddad evitou tocar em temas delicados de sua gestão e optou por enaltecer o "legado" dos governos Lula e Dilma Rousseff.
Em uma fala na qual embargou a voz por duas vezes, Haddad não falou sobre Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) nem fez referência ao seu novo desafio político que é concorrer à Prefeitura de São Paulo.
Ele chegou a dizer que resistiu em sair do ministério. "Deixo o ministério relutante porque é apaixonante."
Ao invés de críticas ou defesas, ele apostou em uma série de agradecimentos a sua equipe, a integrantes do governo, ao Congresso e aos acadêmicos.
Haddad chegou a dizer que ao longo de seus seis anos e meio no ministério foi possível reescrever a Constituição, com apoio dos congressistas, no capítulo referente à Educação "de cima a baixo".
Para ele, nos últimos anos, houve uma verdadeira mudança na concepção do que era educação. Disse que o Brasil é o único país a ter atualmente a ter um plano de metas tanto quantitativa e também qualitativa para o setor.
No final, Haddad enalteceu o seu sucessor, Aloizio Mercadante. "Sob sua condução a educação vai avançar ainda mais. E eu vou estar acompanhando lá na minha cidade."
Ao invés de críticas ou defesas, ele apostou em uma série de agradecimentos a sua equipe, a integrantes do governo, ao Congresso e aos acadêmicos.
Haddad chegou a dizer que ao longo de seus seis anos e meio no ministério foi possível reescrever a Constituição, com apoio dos congressistas, no capítulo referente à Educação "de cima a baixo".
Para ele, nos últimos anos, houve uma verdadeira mudança na concepção do que era educação. Disse que o Brasil é o único país a ter atualmente a ter um plano de metas tanto quantitativa e também qualitativa para o setor.
No final, Haddad enalteceu o seu sucessor, Aloizio Mercadante. "Sob sua condução a educação vai avançar ainda mais. E eu vou estar acompanhando lá na minha cidade."
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Grafeno é invisível para a água
Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/01/2012
A gota de água "ignora" o grafeno, comportando-se como se ele não estivesse lá. [Imagem: Rice University]
Transparência à água
O grafeno é um dos materiais mais finos conhecidos pela ciência.
Na verdade, o nanomaterial é tão fino que a água nem sequer percebe que ele está lá.
Engenheiros do Instituto Politécnico Rensselaer e da Universidade de Rice, ambos nos EUA, descobriram como a magreza extrema do grafeno permite que ele apresente uma "transparência à água" quase perfeita.
Eles revestiram pastilhas de ouro, cobre e silício com uma camada de grafeno, e depois colocaram uma gota de água sobre essas superfícies revestidas.
Surpreendentemente, a camada de grafeno não teve praticamente nenhum impacto sobre a forma com que a água se espalha sobre as superfícies.
A descoberta pode ajudar a criar uma nova geração de dispositivos eletrônicos flexíveis baseados em grafeno.
Além disso, a pesquisa sugere um novo tipo de trocador de calor que usa cobre revestido com grafeno para resfriar chips de computador.
Impermeável
Os resultados surpreenderam os pesquisadores porque o grafeno é impermeável.
Os espaços minúsculos entre seus átomos de carbono são pequenos demais para que a água, ou qualquer outra coisa, mesmo um único próton, possa passar.
Devido a isso, seria de se esperar que a água apresentasse um comportamento diferente de quando ela é posta sobre uma superfície nua de ouro, silício ou cobre, uma vez que o revestimento de grafeno impede a água de contactar diretamente essas superfícies.
Mas os resultados da pesquisa mostram claramente como a água é capaz de perceber e reagir à superfície abaixo, ignorando totalmente o grafeno.
Esta simulação com 4.000 moléculas de água mostra a alteração de comportamento conforme são adicionadas novas camadas de grafeno. [Imagem: Rensselaer/Koratkar]
Molhabilidade
A "molhabilidade" de uma superfície é calculada medindo o ângulo com que uma gota de água adere à superfície.
O ângulo de contato da água com o ouro é de 77 graus - com o ouro revestido com grafeno, o ângulo foi de 78 graus. A molhabilidade do silício é de 32 graus, e de 33 graus com o silício revestido com o grafeno. Para o cobre, o dado é de 85 graus e 86 graus, respectivamente.
Conforme os pesquisadores aumentaram o número de camadas de grafeno, no entanto, ele tornou-se menos transparente para a água, e os ângulos de contato começaram a se elevar significativamente.
Após a adição de seis camadas de grafeno, a água já não via o ouro, o cobre ou o silício, comportando como se estivesse depositada sobre o grafite - que é uma coleção de folhas empilhadas de grafeno.
Forças de van der Waals
A razão para este comportamento desconcertante é sutil.
A água forma ligações de hidrogênio com determinadas superfícies, enquanto a atração da água para outras superfícies é ditada por uma interação física, chamada força de van der Waals.
Semelhante à forma como a gravidade dita a interação entre a Terra e o Sol, as forças de van der Waals ditam a interação entre átomos e moléculas.
No caso do ouro, cobre, silício e outros materiais, as forças de van der Waals entre a superfície e a gota de água determinam a atração da água à superfície e ditam como a água se espalha sobre a superfície sólida.
Uma aplicação prática desta nova descoberta será no revestimento das superfícies de cobre usadas em desumidificadores. [Imagem: Rensselaer/Koratkar]
Em geral, essas forças têm um alcance de pelo menos alguns nanômetros.
Devido a esse raio de ação de longo alcance, estas forças não são afetadas pela presença de uma única camada de um átomo de espessura de grafeno entre a superfície e a água.
Em outras palavras, as forças de van der Waals são capazes de "olhar através" dos revestimentos ultra-finos de grafeno.
Desumidificadores e processadores de computador
Uma aplicação prática desta nova descoberta será no revestimento das superfícies de cobre usadas em desumidificadores.
Devido à sua exposição à água, o cobre se oxida, o que diminui sua capacidade de transferência de calor, tornando o equipamento menos eficiente.
Revestir o cobre com grafeno previne a oxidação, segundo os pesquisadores, e a operação do aparelho não será afetada porque o grafeno não muda a forma como a água interage com o cobre.
Este mesmo conceito pode ser aplicado para melhorar a capacidade de tubos de calor para dissipar o calor de processadores de computador.
Fonte: Inovação Tecnológica
INVESTIGAÇÕES EM 5 MINISTÉRIOS APONTAM DESVIOS DE R$ 1,1 BILHÃO
Por Kezya Diniz às 8:20 de 26/12/2011 - Atualizada às 16:56
Além de derrubar cinco ministros este ano, as investigações de desvio de recursos públicos em órgãos federais identificaram ao menos 88 servidores públicos, de carreira ou não, suspeitos de envolvimento em ações escusas que acumulam dano potencial de R$ 1,1 bilhão. A informação é do jornal O Globo.
Esse valor inclui recursos pagos e também dinheiro cuja liberação chegou a ser barrada antes do pagamento. A recuperação do que saiu irregularmente dos cofres públicos ainda dependerá de um longo e penoso processo, até que parte desse dinheiro retorne ao Erário.
Os desvios foram constatados em investigações da Controladoria Geral da União (CGU) e dos cinco ministérios cujos titulares foram exonerados — Transportes, Agricultura, Turismo, Esporte e Trabalho. Outros dois ministros — da Casa Civil e da Defesa — caíram este ano, mas não por irregularidades neste governo. Antonio Palocci (Casa Civil) saiu por suspeitas de tráfico de influência antes de virar ministro, e Nelson Jobim (Defesa), após fazer críticas ao governo.
A contabilidade exclui investigações ainda não encerradas pela Polícia Federal, que apura se houve ou não pagamento de propina a servidores, apontados como facilitadores dos esquemas de corrupção em Brasília e nos braços estaduais dos órgãos federais. Somente nas últimas semanas, a Polícia Federal desmontou três esquemas de corrupção intimamente ligados às denúncias.
Do O Globo.
Fonte: Jangadeiro Online
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